AGU destaca papel do sistema de justiça no enfrentamento de desastres socioambientais - Drops de Jogos

AGU destaca papel do sistema de justiça no enfrentamento de desastres socioambientais

Adjunto do advogado geral da União, Junior Fideles, participou de painel da Defensoria Pública da União na COP30

  • por em 14 de novembro de 2025
Foto: ASCOM DPU

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Drops recebeu informações oficiais.

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O adjunto do advogado-geral da União, Junior Fideles, refletiu sobre o papel e os desafios do sistema de justiça no enfrentamento de desastres sociambientais, durante painel “Atuação das Defensorias nos desastres de Mariana/Brumadinho”, promovido pela Defensoria Pública da União, nesta sexta-feira (14/11), em Belém (Pará), na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30).
“As defensorias públicas e as advocacias públicas precisam estar mais conscientes, e acho que estão mais conscientes, do seu papel e da importância que exercem para defender o interesse público com um maior rigor técnico, para assegurar reparação integral e digna para as comunidades atingidas com a participação das comunidades e para que tragédias dessa natureza não se repitam… Isso tudo para contribuir para que o Estado proteja a vida das pessoas antes de proteger as estruturas de lucro”, disse o adjunto, que participou de forma remota do painel.
Para Fideles, a tragédia de Mariana, em 2015, e de Brumadinho, em 2019, não foram acidentes. “Essas tragédias foram mostras de um colapso sistêmico de um modelo reparatório de exploração econômica que desconsidera limites ambientais, [desconsidera] as vulnerabilidades humanas e os deveres jurídicos elementares das mineradoras”, enfatizou.
O adjunto afirmou que esses eventos transformaram definitivamente a compreensão do Estado brasileiro sobre a necessidade da governança ambiental, da prevenção de desastre e da proteção das populações atingidas, inserindo esses temas no centro da agenda de reparação socioambiental e da justiça climática.
“A duras penas, o Estado brasileiro respondeu e as instituições de justiça foram fundamentais para isso”, pontuou. (…) Nós precisamos inicialmente de respostas coordenadas e não fragmentadas. Uma instituição sozinha não é capaz de dar uma resposta integral a desastres dessa magnitude”, acrescentou.
Ele citou o papel das advocacias públicas diante dessas tragédias e lembrou que a atuação e a resposta da AGU, sobretudo em relação a tragédia de Mariana e a condução do Acordo do Rio Doce, foram orientadas a partir de três eixos principais: defesa intransigente do interesse público socioambiental, consensualidade e cooperação interinstitucional.
Sobre as defensorias públicas, ele fez questão de enaltecer o trabalho desenvolvido por elas, pontuando que fazem papel central de interlocução interinstitucional e acompanhamento cotidiano das comunidades atingidas. “Foram, são e continuam sendo a principal porta de entrada institucional para milhares de pessoas que perderam casas, documentos, vínculos, rendas e, em muitos casos, a própria identidade territorial”, enfatizou. “Traduzem as vozes da comunidade atingida em uma linguagem institucional, compreensível para o Estado e exigível perante o Judiciário. O seu papel, portanto, não é apenas jurídico, é um papel que é também social, territorial e que é humano”, concluiu, agradecendo o convite para participar o painel.
O defensor público federal, Frederico Aluísio Carvalho Soares, defensor nacional de direitos humanos, fez uma apresentação do trabalhado desempenho pela DPU e agradeceu o trabalho conjunto desenvolvido junto à AGU. “É sempre um prazer contar com o apoio da AGU. A Defensoria e a Advocacia-Geral da União nunca estiveram tão próximas, a gente conta sempre com o apoio da AGU nessa gestão”, finalizou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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