Se existe vida inteligente fora da Terra, porque até agora não encontramos sinais de nenhuma civilização alienígena? O Paradoxo de Fermi possui diversas explicações para isso, mas uma nova pode ter surgido de um novo estudo financiado pela NASA.
De acordo com um estudo publicado recentemente no The Astrophysical Journal, uma possibilidade para ainda não termos encontrado sinais de vida alienígena são possíveis distorções nos sinais causadas pelos fenômenos naturais do universo.
Liderado por Vishal Gajjar, astrônomo que faz parte do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence, ou Busca por Vida Extraterrestre em português), o estudo afirma que uma das principais formas de busca por sinal de vida fora da Terra pode ser “infrutífera” por distorções causadas por fenômenos naturais e que não são levadas em conta.
Como funciona a busca por vida extraterrestre
Como o próprio nome já indica, o SETI é um projeto da NASA dedicado a encontrar sinais que comprovem a existência de vida inteligente fora do nosso planeta. E uma das principais formas de busca é o “radio SETI”, uma busca ativa por sinais de rádio de baixa frequência. Este método é usado porque estes tipos de sinais não ocorrem naturalmente no universo – então, caso algum destes seja captado, é porque foi transmitido por alguma outra forma de vida.

A busca por vida alienígena na SETI é basicamente um grande rádio tentando localizar uma estação (Imagem: divulgação/SETI)
Mas o problema encontrado pelo estudo é a possibilidade destes sinais não estarem sendo captados justamente porque diversos fenômenos naturais estão distorcendo-os e tirando-os do escopo procurado pelo SETI.
Mesmo considerando que uma civilização alienígena possa estar enviando esses sinais de baixa frequência – o que seriam captados pelos rádio telescópios da NASA como “picos” de sinal – eles podem estar sendo distorcidos por fenômenos naturais antes de atingir esses equipamentos.
Ao estudar as comunicações entre a astronautas em missão e a base terrestre, foi identificado que atividades como ventos solares e ejeções de massa coronal podem causar interferências que ampliam a banda do sinal enviado. Em simulações, o estudo descobriu que 70% das estrelas causam distorções que aumentam a banda de um sinal enviado em 1Hz e 30% conseguem aumentar a banda de um sinal em 10Hz. Mas, no caso de ejeções de massa coronal, essas distorções na frequência podem chegar a um aumento de mais de 1000Hz no sinal enviado.
Assim, a recomendação é que a SETI aumente a faixa de sinal considerada como “suspeita” de ter sido enviado de forma artificial, pois há a possibilidade desses sinais de comunicação estarem sendo ignorados por sofrer distorções no caminho que fazem com que eles não apresentem o “pico” bem definido esperado pelos equipamentos da NASA.
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

