Morreu na última quarta-feira (8) Wally Funk, a última membra viva da primeira turma de mulheres treinadas para serem astronautas, além de ser a mulher mais velha a ir para o espaço.
Funk era uma das FLATs (First Lady Astronaut Trainees, que depois ficaram conhecidas como as Mercury 13), um grupo de 13 pilotas que, na década de 1960, participaram de um programa bancado por William Randolph Lovelace II (médico que trabalhava em conjunto com a NASA) que rinha como objetivo sujeitar pilotos de avião do sexo feminino à mesma bateria de testes e treinamentos aos quais os astronautas (na época apenas homens) eram sujeitos.
Apesar de todas as mulheres do programa terem obtido resultados iguais ou melhores do que os homens, nenhuma delas pode se tornar uma astronauta oficialmente devido a uma regra da NASA que obrigava todos os seus astronautas serem pilotos militares com experiência em aviões à jato. Essa regra impediu as Mercury 13 de fazerem parte do programa aero-espacial porque, na época, a aeronáutica não aceitava pilotos mulheres em suas fileiras.
Mas Funk conseguiu realizar o sonho de ir para o espaço em 2021, quando foi convidada por Jeff Bezos do primeiro vôo suborbital com humanos feito pela Blue Origin. Ao entrar na cápsula New Sheppard em 20 de julho, então com 82 anos de idade, Wally Funk não apenas realizou o sonho de ir ao espaço como também se tornou a mulher mais velha a conseguir este feito.
Apesar de não ter conseguido fazer uma carreira como astronauta, ela se tornou uma pilota de aviões de muita fama e uma grande defensora de medidas de segurança na aviação. Em 2024 ela foi nomeada para o Hall da Fama da Aviação do Texas, e receberá uma vaga póstuma no Hall da Fama Internacional do Espaço, no estado do Novo México, ainda este ano.
Com a morte de Funk aos 87 anos, todas as 13 mulheres do experimento de Lovelace já não estão mais entre nós.
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

