De acordo com reportagem do Globes, a Microsoft efetuou uma “limpa” na gerência da filial de Israel da empresa, demitindo o diretor geral Alon Haimovich e diversos outros diretores e gerentes.
As demissões aconteceram após uma investigação interna da empresa, que tinha como objetivo entender as relações da filial com o Ministério da Defesa israelense, principalmente no que concerne a questões éticas envolvendo o armazenamento de informações sensíveis em servidores da Azure. Após as demissões no corpo diretor, a filial será administrada provisoriamente pela Microsoft França.
Desde a publicação de uma reportagem do Guardian ano passado que mostrou como a tecnologia da Microsoft estava sendo usada por Israel no genocídio em Gaza – inclusive definindo alvos a partir do monitoramento massivo de conversas telefônicas e outros tipos de mensagens que eram processadas pela IA da Microsoft – a empresa é alvo de diversos protestos, que inclusive já invadiram a sede da empresa nos EUA e atrapalharam as comemorações dos 50 anos da marca.
Após a reportagem do Guardian, a Microsoft já havia anunciado o rompimento do contrato com a Unidade 8020 das Forças de Defesa Israelense. Na época, a empresa afirmou que investigou as alegações de uso da tecnologia para monitoramento em massa das comunicações palestinas e que o contrato foi cancelado após a confirmação deste, que fere as políticas de uso da Azure.
De acordo com a reportagem do Globes, o contrato entre a Microsoft e o Ministério da Defesa de Israel só é válido até o fim deste ano e, apesar dos protestos, a Microsoft teria o interesse na renovação dele – ainda que em um escopo menor do que o atual.
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

