BNDES vê o mesmo potencial da ‘era de ouro’ do audiovisual nos games, diz diretora do banco

O BNDES apostou nesse potencial para oferecer instrumentos de desenvolvimento para o segmento", explicou Luciane Gorgulho.

  • por em 1 de julho de 2016
Imagem: Apresentação do programa Procult, do BNDES, por Elza Paiva, durante o BIG Festival.

Em noite de premiação para os jogos participantes do BIG Festival 2016, Luciane Gorgulho, chefe do departamento de economia da cultura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), afirmou que a instituição aposta no mercado criativo e vê o setor de games como um grande potencial audiovisual para a economia do país.

A diretor recebeu o prêmio Protagonista Abragames, concedido no evento aos profissionais que trabalham diretamente ligados a iniciativas de estímulo para a produção nacional de jogos digitais. "Estou muito emocionada com a entrega do prêmio, não é um reconhecimento à minha pessoa, mas ao BNDES, à equipe que trabalha com a gente… pessoas que acreditam que a gente tem no Brasil um setor cultural e criativo maravilhoso, com muito potencial", declarou na entrega do troféu.

Luciane explicou que, em 2006, o BNDES decidiu que era hora de incentivar este mercado. "O BNDES apostou nesse potencial, criando um departamento de Economia da Cultura para que, como banco de desenvolvimento, pudesse oferecer instrumentos de desenvolvimento para este segmento".

Para Luciane, o mesmo potencial do audiovisual pode ser observado hoje no desenvolvimento nacional de games. "Tudo o que aconteceu lá, nessa 'era de ouro', a revolução que aconteceu nos últimos dez anos no audiovisual, a gente está só começando aqui", declarou. "A gente realmente vislumbrou isso juntos, no workshop [realizado para o segmento, em 2011] e nas conversas que tivemos com o setor. Tudo o que conseguimos realizar até aqui foi porque o setor respondeu muito [bem], vocês são muito empolgados, muito criativos e, com isso tudo a gente conseguiu chegar até aqui", comentou com visível entusiasmo.

Sandro Manfredini, do estúdio Aquiris, responsável pela entrega da premiação, não escondeu a admiração pelo empenho da profissional: "O motivo porque eu estou aqui, é que eu comecei com games em 2011, e tive a oportunidade e a sorte de participar de um workshop lá no BNDES, onde a Luciane recebeu entidades e pessoas de vários setores que pudessem ajudar os games", destacou. "Eu vejo a Luciane Gorgulho apoiando games, não hoje porque é moda, porque é sucesso, mas desde 2011, fazendo aquele workshop, que depois gerou o estudo que foi feito pela USP, que gerou o Procult e uma série de coisas que ela vem fazendo".

O banco de investimentos apresentou durante o BIG um painel com informações sobre o Procult, programa voltado ao fomento para iniciativas ligadas à cultura e também disponível para o desenvolvimento de games. Outras informações sobre o sistema de financiamento podem ser encontradas diretamente no site do banco.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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