Lula defende proibição de IA; entenda em qual contexto - Drops de Jogos

Lula defende proibição de IA; entenda em qual contexto

Presidente da República defendeu as restrições estudadas pelo TSE

  • por em 14 de maio de 2026

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta (14), as restrições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao uso de inteligência artificial (IA) nas eleições deste ano, e disse que não aceitará o uso desse tipo de ferramenta em sua campanha política.

A declaração foi feita durante a entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA).

Lula comentava a regra já aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que restringe o uso de ferramentas de IA nas 72 horas antes da votação.

“Se a gente quiser, pode fazer o Lula artificial, fazer comício, 27 comícios em 27 estados no mesmo horário. Eu to lá, mas não to. Confesso a vocês: um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu não aceitará IA para fazer campanha política, porque, se tem uma coisa que um político tem que fazer é olhar nos olhos do povo e permitir que o povo olhe nos dele, para saber quem está mentindo. E vocês estão vendo na televisão: a verdade tarda, mas não falha. Minha mãe dizia. A mentira tem perna curta, ela pode causar prejuízo. Vocês viram o que fizeram comigo para que eu não fosse candidato em 2018”, afirmou o presidente .

Corte Eleitoral proibiu a publicação e republicação — de forma gratuita ou por impulsionamento pago — de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA no período de 72 horas (3 dias) que antecedem o pleito, e 24 horas após as eleições (entenda mais abaixo).

Ele afirmou que ficou sabendo da determinação durante a posse do ministro Nunes Marques como presidente do TSE, na última terça-feira (12).

Na fala, Lula defendeu que o uso de IA pode ser tratado como “uma mentira”. “Fui pra casa pensando, mas será? Porque a IA ajuda muito, ajuda na saúde, educação, tecnologia, tem importância muito grande. Mas, na eleição, será que é necessário Inteligência Artificial?”, questionou.

Parte do público reunido respondeu que “não”. Ele prosseguiu: “Na eleição, as pessoas têm que votar em uma coisa, verdadeira de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira”.

Lula defendeu, ainda, que uso de inteligência artificial durante as eleições pode acabar “servindo aos mentirosos” ao facilitar a disseminação de conteúdos falsos e manipulações digitais.

Com informações do G1.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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