O Twitter completou 20 anos hoje; o X virou um inferno. Por Pedro Zambarda - Drops de Jogos

O Twitter completou 20 anos hoje; o X virou um inferno. Por Pedro Zambarda

Uma crítica

A conta OnThisDayInGaming (sigam eles no X, recomendo!) lembrou hoje, entre aniversários de jogos da grande indústria, que o Twitter completou 20 anos. Nasceu em 21 de março de 2006.

Criei minha conta em abril de 2008, quando fazia iniciação científica na Faculdade Cásper Líbero. Foi a primeira rede profissional que alimentei. Me recuso até hoje a chamar Twitter de X. Cultivei, a muito custo, meus 17 mil seguidores. Cheguei a ter selinho azul de autenticado, porque o gabinete do ódio do Bolsonaro derrubou minha conta por causa do meu trabalho jornalístico. Nunca paguei pelo selo azul.

A aquisição do Twitter/X pelo bilionário Elon Musk acendeu meu sinal vermelho. Deixei de me engajar tanto lá, pra olhar sobretudo Facebook (sim, ainda tenho), Instagram, LinkedIn e, acima de todas, BlueSky. Tenho duas contas diferentes na rede Mastodon – uma da rede Orgânica da querida Biana.

Já administrei contas de centenas de milhares de seguidores. Nunca passei de dezenas de milhares. Não sou famoso.

Musk me ensinou, sendo o bilionário de extrema direita que é, intolerante como é, que as redes sociais são no máximo ferramentas de trabalho de comunicação.  Quem está ganhando dinheiro ali é a empresa que usa e abusa dos nossos dados. Quando não os utiliza em nome de interesses inconfessáveis.

Gosto de interagir nas redes. Gosto de quem conheço nelas. Tenho pouquíssima esperança sobre esses espaços. Seu uso político está beirando o inaceitável. E eu diria que pessoas de esquerda, LGBTQIAP+ e muitos outros correm riscos no Twitter.

20 anos depois, o sonho do Twitter e da internet virou pesadelo. O que vai acontecer em mais 20 anos?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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