Um relatório do Tribunal de Contas da França mostrou falhas estruturais na segurança do Museu do Louvre, em Paris, um dia após o roubo de joias históricas ocorrido no domingo (19). O documento, obtido pela AFP e pela imprensa francesa, afirma que a instituição “não conseguiu se atualizar” na implantação de equipamentos de vigilância entre 2019 e 2024.
Um terço das salas da ala Denon, onde ocorreu o crime, não possuía câmeras de segurança.
No setor Richelieu, que abriga esculturas do século 17, cerca de 75% das salas não tinham vigilância eletrônica. Já na ala Sully, dedicada a artefatos da Mesopotâmia e do Egito Antigo, o número chega a 60%.
O relatório classifica o cenário como de “atraso persistente” e afirma que os investimentos realizados foram “muito inferiores às necessidades da instituição”.
De acordo com o documento, apenas 138 câmeras foram instaladas em cinco anos, e a atualização do sistema de proteção contra incêndios, iniciada em 2010, ainda não foi concluída. A versão final do relatório deve ser divulgada até o fim deste ano, mas a divulgação preliminar já provocou resposta imediata do governo francês.
A ministra da Cultura, Rachida Dati, confirmou o roubo e anunciou o fechamento temporário do Louvre por “razões excepcionais”. Em declaração à emissora M6TV, ela afirmou que “por tempo demais, a preocupação foi com a segurança dos visitantes, e não com a das obras”.
O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, também admitiu falhas e coordenou reunião de emergência com as pastas da Cultura e do Interior.

Com informações do DCM e do G1.
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