Meteoro Brasil aborda em mini-doc a relação inusitada entre a tornozeleira eletrônica e o Homem-Aranha - Drops de Jogos

Meteoro Brasil aborda em mini-doc a relação inusitada entre a tornozeleira eletrônica e o Homem-Aranha

Baita doc

O canal Meteoro Brasil aborda em mini-doc do quadro Telescópio a relação inusitada entre a tornozeleira eletrônica e o super-herói Homem-Aranha, o Spider-Man. O documentário é apresentado pela jornalista Ana Lesnovski, com roteiro de Tassio Denker.

Veja.

O doc também aborda a evolução da punição no Direito e como o processo evoluiu das guilhotinas da Revolução Francesa, passando pelo esquartejamento de Tiradentes no Brasil e em iniciativas mais humanizadas, como a tornozeleira eletrônica colocada no ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje condenado por golpe de Estado.

O primeiro uso documentado da tornozeleira inspirada pelo Homem-Aranha aconteceu em 1983 por decisão do juiz Jack Love, do Novo México. O magistrado realizou experimentos com três criminosos condenados por penas leves. E tomou essa decisão inspirado pela leitura dos quadrinhos do Spider-Man – que mostrou um dispositivo remoto eletrônico parecido.

O primeiro era um homem havia sido preso por passar cheques sem fundo, mas precisava ficar em casa para cuidar de uma criança. Após passar 30 dias com a tornozeleira, ele foi preso por roubar itens de uma loja.

O segundo caso envolveu um veterano da Guerra do Vietnã que, após seis dias com o aparelho, violou sua condicional por aparecer bêbado. Ele acabou na cadeia pela receptação de bens roubados.

O terceiro caso envolveu um homem preso por dirigir bêbado uma segunda vez, que cumpriu os 30 dias determinados. O dispositivo ganhou fama, fazendo com que o juiz abandonasse sua profissão e passasse a se dedicar inteiramente à empresa Goss-Link, que os fabricava.

Inventores do dispositivo não ficaram ricos com a invenção. Em 1984, a fabricante foi forçada a abrir falência após se ver sem dinheiro para financiar suas operações.

A iniciativa se consolidou, no entanto, com outras empresas para colocar medidas cautelares, auxiliar na prisão domiciliar e desafogar o sistema judiciário.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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