O canal Meteoro Brasil, com quase dois milhões de inscritos, repercute Drops sobre o novo sensacionalismo da Record com videogames no caso de uma família assassinada por um filho que é gamer. Este editor-chefe que vos escreve repercute a reportagem de Rafael Silva.
Veja o vídeo.
Alguns trechos da reportagem do Rafa:
Aconteceu de novo: um grande veículo de mídia colocou a culpa de um crime hediondo em um jogo de videogame.
Não sei se você ficou sabendo do caso do adolescente que tinha uma namorada virtual e, depois de altos papos, matou os pais e o irmão enquanto dormiam com a intenção de pegar o dinheiro pra ir visitar ela no Mato Grosso – e então matar também os pais dela?
Então, qualquer pessoa com um mínimo de noção sabe que esse é claramente um caso complicado com muitas nuances que precisam ser levadas em conta e…calma aí, o jornalismo da Record tem uma explicação simples?
Claro que eles têm, e claro que a explicação é “foram os videogames!”
Segundo a reportagem, os adolescentes teriam sido “inspirados” pelo game The Coffin of Andy and Leyley, um jogo que ainda está em desenvolvimento e que pode ser jogado como “acesso antecipado” na Steam.
Este jogo de terror psicológico conta a história de dois irmãos que possuem um relacionamento tóxico, codependente e abusivo. Essa relação leva os dois irmãos a cometerem diversos crimes enquanto tentam sobreviver em um mundo distópico. Além da violência o jogo também aborda outros que são mais “tabus”, como incesto e canibalismo.
Claro, no fim da matéria é dito algo que para especialistas há uma diferença entre “jogos violentos” e “jogos que incentivam a violência”. Mas quando comparamos com o teor de todo o resto, essa ponderação é menos um alerta para a população e muito mais uma necessidade para que o canal não tenha problemas jurídicos.
Já é 2025, e a gente já deveria ter deixado pra trás todo papo de “crime foi cometido porque videogames”. Mas né, se nem políticas nazistas o mundo conseguiu deixar pra trás a essa altura do campeonato, o que dirá a facilidade de sensacionalizar e gerar medo com um assunto que, apesar de cada vez mais normalizado, ainda tem uma certa carga de preconceito. Principalmente entre pessoas mais velhas e as alas mais fanáticas do cristianismo.

Leia a reportagem na íntegra aqui.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
