Daqui há alguns meses, vai começar um dos maiores eventos do esporte mundial: a Copa do Mundo. Pra variar, a competição deste ano é o palco de diversas polêmicas e campanhas de boicote por causa da política do país sede – depois da Rússia em 2018 e o Catar em 2022, os EUA é a terceira sede problemática seguida da competição.
Mas independente das polêmicas, dez seleções tradicionais do futebol já confirmaram que irão “boicotar” esta próxima Copa. Mas não por motivos políticos ou econômicos – apenas porque elas não se classificaram mesmo.
Itália

(Imagem: Kamran Aydinov/Freepik)
Berço da luta sindical, a Itália se torna (involuntariamente) a seleção mais woke do século XXI, pois se “recusou” (não se classificou) a participar de todos as três últimas Copas do mundo – justamente as três que aconteceram em sedes com diversas polêmicas políticas envolvendo líderes de extrema-direita e suas decisões contra minorias e imigrantes.
Craques que estão fora da Copa: Gianluigi Donnarumma (PSG), Sandro Tonali (Newcastle), Federico DiMarco (Inter de Milão), Gianluca Mancini (Roma), Guglielmo Vicario (Tottenham), Nicolò Barella (Inter de Milão), Alessandro Bastoni (Inter de Milão), Federico Chiesa (Liverpool)
Dinamarca

(Imagem: Mateus Andre/Freepík)
A Dinamarca fez muito sucesso com a geração dos fim dos anos 80 e na década de 1990, época em que foi campeã da Eurocopa e recebeu o apelido de “Dinamáquina” pelos locutores brasileiros. Mas, apesar de ter diversos jogadores que se destacam nas principais ligas europeias, 2026 será mais um ano que ele não irá para a Copa.
Craques que estão fora da Copa: Rasmus Højlund (Napoli), Mikel Damsgaard (Brentford), Morten Hjulmand (Sporting), Christian Eriksen (Wolfsburg), Pierre-Emile Højbjerg (Marseille), ChristianNørgaard (Arsenal), Joachim Andersen (Fulham)
Sérvia

(Imagem: www.slon.pics/Freepík)
Considerada como a “sucessora natural” da antiga seleção da Iugoslávia, esta será apenas a segunda Copa do Mundo que a Sérvia fica de fora: a outra foi justamente a Copa no Brasil, em 2014. Apesar de carregar o status de “tradicional” devido à antiga Iugoslávia, desde a separação do bloco soviético a Sérvia nunca passou da fase de grupos em nenhuma Copa do Mundo.
Craques que estão fora da Copa: Djordje Petrovic (Bournemouth), Sergej Milinkovic-Savic (Al-Hilal), Filip Kostic (Juventus), Lazar Samardzic (Atalanta), Luka Jovic (AEK), Aleksandar Mitrovic (Al-Hilal)
Camarões

Jesus de Camarão: Ai Slop é um das palavras do ano de 2025 (Imagem: Wikimedia Commons)
Considerada uma das grandes potências do futebol africano nas décadas de 1990 e 2000, a seleção camaronesa perdeu sua força e destaque junto com a aposentadoria do craque Samuel Eto’o. Hoje presidente da Federação Camaronesa de Futebol, ele tenta usar sua influência para reviver o futebol de um país que já foi um dos maiores destaques do continente. Mas definitivamente não será na Copa de 2026 que esse retorno aos holofotes irá acontecer.
Craques que estão fora da Copa: Christian Kofane (Bayer Leverkusen), Carlos Baleba (Brighton & Hove Albion), Bryan Mbeumo (Manchester United)
Nigéria

(Imagem: divulgação/Apple TV)
Outra seleção africana que teve seu auge nas décadas de 1990 e 2000, mas que desde então tem lutado para se manter nos holofotes. Pelo menos eles estão melhores do que a Itália, já que esta será apenas a segunda Copa seguida para a qual não se classificam.
Craques que estão fora da Copa: Zaidu Sanusi (Porto), Wilfred Ndidi (Besiktas), Ademola Lookman (Atlético de Madrid), Victor Osimhen (Galatasaray), Samuel Chukwueze (Fulham), Alex Iwobi (Fulham)
Chile

(Imagem: divulgação/Don Melchor)
Desde que quase eliminou o Brasil nas oitavas de final em 2014, o Chile nunca mais se classificou para uma Copa do Mundo. Mas isso também é resultado de uma safra bem fraca – tanto que eu tive que forçar a barra na definição de “craque” para poder completar o parágrafo abaixo.
“Craques” que estão fora da Copa: Iván Román (Atlético-MG), Matías Sepúlveda (Lanús), Ben Brereton Díaz (Derby County), Gonzalo Tapia (São Paulo)
Hungria

(Imagem: Fortepan/Wikimedia Commons)
Uma seleção histórica, que mudou a forma como enxergamos o futebol e basicamente criou a base do tipo de jogo praticado por todos os melhores times e seleções do mundo hoje – e que não tem praticamente nenhuma relevância há 30 anos. Esta é a Hungria, que mudou a forma de enxergamos o “jogo bonito” com aquele time mágico de 1954, mas que desde 1990 não se classifica para nenhuma Copa do Mundo.
Craques que estão fora da Copa: Willi Orbán (RB Leipzig), Milos Kerkez (Liverpool), Dominik Szoboszlai (Liverpool)
Grécia
Outrora conhecida por seu poderio defensivo, a Grécia sempre foi considerada uma das seleções “médias” mais perigosas da Europa, conseguindo inclusive um título de Eurocopa em 2004 com uma seleção sem nenhum grande craque individual, mas que demonstrava uma enorme força coletiva. Mas nem mesmo o aumento do número de vagas este ano foi o suficiente para que a Grécia conseguisse se classificar.
Craques que estão fora da Copa: Odisseas Vlachodimos (Sevilla), Dimitris Giannoulis (Augsburg), Kostas Tsimikas (Roma), Konstantinos Mavropanos (West Ham), Vangelis Pavlidis (Benfica)
Bulgária

(Imagem: Elena Chochkova/Wikimedia Commons)
A Bulgária é praticamente o “Chile europeu”: teve uma geração muito boa ali na década de 1990 mas que não conseguiu se renovar. E, assim como com o Chile, eu também tive que forçar um tanto a definição de “craque” para escrever o parágrafo abaixo.
“Craques” que estão fora da Copa: Georgi Rusev (Ludogoretz), Marin Petkov (Al Taawoun), Martin Georgiev (AEK), Hristiyan Petrov (Heerenveen)
Ucrânia

Bandeira da Ucrânia. Foto: Wikimedia Commons
A Ucrânia é um país “engraçado”: ela sempre teve bons jogadores, sempre foi considerada uma das seleções “medianas” mais perigosas da Europa, mas conseguiu se classificar para a Copa do Mundo apenas uma vez na sua história. E o fato de estar há anos lutando uma guerra para proteger suas terras da invasão russa também não ajuda a dar a tranquilidade necessária para se classificar a uma Copa do Mundo.
Craques que estão fora da Copa: Anatoliy Trubin (Benfica), Vitaliy Mykolenko (Everton), Yukhym Konoplia (Shakhtar Donetsk), Ruslan Malinovskyi (Genoa), Viktor Tsygankov (Girona), Roman Yaremchuk (Lyon)
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

