Para quem gosta de séries de TV, 2025 foi mais um ano incrível. Entre estreias e novas temporadas, não importa qual o seu gênero preferido: 2025 teve uma série 10/10 pra te satisfazer.
Como estamos na época obrigatória das retrospectivas, vamos fazer aqui uma diferente: não das “10 melhores séries do ano” (algo completamente subjetivo e, por isso, sem tanto valor), mas 10 séries que marcaram o ano de 2025. Aqui falamos de grandes sucessos e de grandes fracassos – a qualidade em si não importa, mas sim o quanto ela dominou o discurso ao longo do ano.
E, para ficar uma lista mais justa, vamos agrupar elas aqui do único jeito possível: pela quantidade de caracteres no nome.
The Pitt

(Imagem: divulgação/HBO Max)
A série de R. Scott Gemill mistura o conceito de dois enormes sucessos dos anos 2000: Plantão Médico e 24 Horas. Aqui, os Jack Bauers são a equipe médica e de enfermagem do hospital do Setor de Emergência do Centro de Traumas Médicos de Pittsburgh – chamado carinhosamente pelos trabalhadores de “The Pitt” (uma piadoca que mistura o apelido da cidade de Pittsburgh com a palavra em inglês “Pit”, que pode ser traduzido como “cova” ou “abismo” – basicamente um buraco fundo e sem volta).
Com um modelo de lançamento onde cada episódio mostra o equivalente a 1h de uma plantão básico de 12h do hospital, a série é uma mistura perfeita de drama médico com ação alucinante, ela foi uma das mais comentadas ao longo de todo o ano. E com razão, porque eu ainda não conheci uma única pessoa que não tenha começado a assistir e não terminou todos os 12 episódios.
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Pluribus

(Imagem: divulgação/Apple TV)
Uma adição tardia mas que garantiu seu lugar neste espaço já desde o primeiro episódio. A nova série de Vince Gilligan se passa, claro, em Albuquerque. Mas aqui a história é muito mais “fantasiosa” do que um professor de química começar a vender metanfetamina para pagar o tratamento do câncer. Pluribus é uma série de apocalipse, mas um mais “positivo” do que o que costumamos ver. Ao invés de paisagens destruídas dominadas por zumbis ou mutantes criados pela radiação atômica, temos uma entidade alienígena que quer apenas “fazer o bem” – mas é justamente a noção do que ela acha que é “o bem” que gera todo o conflito.
Pluribus é um retorno de Gilligan às suas raízes como um dos roteiristas de Arquivo X, e oferece uma visão de um mundo apocalíptico bem diferente de tudo aquilo que já vimos antes. E, ao mostrar como seria se uma entidade “superior” aparecesse para resolver todos os problemas da humanidade, a série se torna uma verdadeira ode à diversidade e imperfeição humana.
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Tremembé

(Imagem: divulgação/Amazon)
Lembra como o trailer do primeiro Esquadrão Suicida enganou as pessoas a ir ao cinema achando que seria um filme impressionante para só então revelar que estávamos diante de mais um filme de super-heróis genérico e sem sal? Então, o trailer de Tremembé fez a mesma coisa – e, ironicamente, remetendo justamente ao Esquadrão Suicida da DC.
O primeiro trailer vendeu a série como um drama inusitado de uma prisão onde todas as mentes criminais mais perigosas e insanas do Brasil se reuniam – pra ser um Asilo Arkham só faltou aparecer o Batman. Tudo bem que o resultado final foi algo muito mais próximo de uma novela mexicana que passa nas tardes do SBT, mas o trailer incrível e a decepção que muita gente teve ao descobrir o que era a série de verdade ajudou Tremembé a dominar uma boa parte do discurso neste fim de 2025.
O Estúdio

(Imagem: divulgação/AppleTV+)
A Apple TV conseguiu emplacar quatro séries entre as mais importantes de 2025, e este projeto de Seth Rogen foi uma delas. Esta comédia sobre um executivo de Hollywood que precisa equilibrar seu amor genuíno pelo cinema com as necessidades de mercado exigidas por acionistas que só se importam com o retorno de bilheteria é, ao mesmo tempo, um espelho do que é a indústria cinematográfica hoje e uma daquelas raras comédias que te faz ter pelo menos um ataque de risos por episódio.
The Studio foi uma das principais ganhadoras do Emmy deste ano, e isso ajudou ela a dominar o discurso por quase 2025 inteiro. Obrigado, Sal Saperstein!
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Ruptura

(Imagem: divulgação/Apple TV)
Três anos depois de chocar o mundo, a segunda temporada de Ruptura chegou este ano com um enorme expectativa em seus ombros. E ela não apenas conseguiu corresponder às expectativas, mas até conseguiu elevar a qualidade para um novo nível.
E, durante cerca de um mês, a internet foi tomada por teorias e conspirações sobre o que o drama da Apple TV nos reservava. E foi um mês lindo.
The Witcher

(Imagem: reprodução/YouTube)
Depois de três temporadas bem mais ou menos, as atenções de todos estavam voltados para a quarta temporada de The Witcher. E o motivo era um tanto surpreendente: a troca do protagonista. Henry Cavill abandonou a série após a terceira temporada (supostamente para voltar a fazer filmes do Superman – algo que nunca aconteceu) e foi substituído por Liam Hemsworth, que muitos consideram como o pior Hemsworth.
Se essa mudança foi boa ou não depende muito do gosto pessoal de cada um. Mas, independente da sua opinião sobre o novo Geralt, The Witcher será sempre lembrada como uma série que tinha tudo pra ser um sucesso absoluto e acabou tropeçando sozinha, perdendo toda a boa-vontade com público e crítica que havia conseguido criar com a primeira temporada.
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Adolescência

Fonte: Reprodução Netflix/Montagem Drops de jogos
Todo ano uma nova série da Netflix aparece do nada e domina as mentes das pessoas por cerca de um mês, se tornando a série mais assistida do mundo e único tema discutido por algumas semanas. E Adolescência foi esta série em 2025.
O drama sobre o assassinato de uma criança por outra gerou diversas discussões sobre masculinidade tóxica e a influência da internet na educação das próximas gerações. Mas, mais do que isso, também gerou muita notoriedade e novas assinaturas para a Netflix.
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The Last of Us

(Imagem: reprodução)
Praticamente todo o mundo gamer aguardava com muita ansiedade a segunda temporada da série, que iria mostrar algumas das cenas mais polêmicas do segundo jogo da franquia. E o resultado não foi aquilo que as pessoas esperavam.
A decepção foi tanto que Neil Druckmann escolheu abandonar a série no fim da temporada e foi se dedicar a matar os trabalhadores da Naughty Dog de tanto trabalhar ao invés de matar Pedro Pascal de desgosto. Mas né, não dá pra falar que cada episódio não “quebrou” a internet na semana de lançamento.
Stranger Things

(Imagem: captura de tela/trailer YouTube)
Este foi a outra ponta do espectro da experiência anual Netflix: a série que todo mundo já esperava que seria um sucesso e que não decepcionou (pelo menos na questão do hype). A temporada final da série mais famosa do serviço de streaming tecnicamente não acabou, e o episódio final deve ser lançado no mesmo dia que esta lista será publicada. Mas, desde a primeira leva de episódios no fim de novembro, a internet não fala de outra coisa senão Stranger Things.
Com uma temporada final menos Alien: O Oitavo Passageiro e mais Aliens: O Resgate, os adolescentes de Hawkins se tornam verdadeiras forças de elite contra as coisitas estranhas de Vecna. Esta temporada até agora entregou tudo, com ótimas cenas de ação e de drama para satisfazer qualquer fã que não seja daqueles chatos que ficam só procurando “furo de roteiro”. Fica a expectativa para que o episódio final não decepcione. Mas, mesmo se decepcionar, Stranger Things continuará dominando o discurso de qualquer jeito.
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IT: Bem Vindos a Derry

(Imagem: divulgação/HBO)
Essa vai entrar pra história como talvez a primeira série baseada numa obra de Stephen King que agradou aos fãs e ao escritor famoso por odiar quase todas as versões de suas obras pro cinema e pra TV (ou, pelo menos, odiar as que são boas).
Eu não faço a mínima ideia do que aconteceu nessa série, mas desde a época do Halloween as minhas redes estão tomadas de pessoas tecendo teorias e compartilhando cenas meméticas do programa da HBO. E se algo domina a minha TL onde eu não sigo quase ninguém é porque ela está realmente dominando o discurso geral.
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

