Boicote convocado por políticos de direita contra a Havaianas não teve impacto no movimento de lojas da marca na capital paulista. Gerentes de cinco unidades ouvidas pela Folha de S.Paulo relataram que o fluxo de clientes seguiu normal, sem queda nas vendas ou alterações no atendimento.
As lojas estavam cheias por causa do período de Natal, com filas que ultrapassavam a porta em ao menos dois endereços. Não houve protestos nem manifestações, e a empresa não repassou orientações específicas aos funcionários sobre o boicote. Imagens da Agência France Presse também registraram filas em unidades no Rio de Janeiro.
Entre 10 clientes entrevistados, cinco afirmaram não ter visto o comercial alvo das críticas.
Dos que assistiram, três disseram não se incomodar. Dois reprovaram a campanha, mas um deles realizou a compra. O aposentado Giácomo Bianchini, 72, que se define como “autodeclarado bolsonarista”, disse não ter gostado da peça, mas comprou o produto por decisão da esposa:
“Comprei o chinelo por pressão da minha esposa. Tentei encontrar sandálias da Ipanema, mas não encontrei”.

Com informações do DCM.
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