Fake news bolsonaristas sobre a Ilha de Marajó, no Pará, voltaram a ganhar repercussão nacional após a denúncia do youtuber Felca sobre “adultização” de crianças nas redes. As narrativas sensacionalistas sobre o lugar têm sido usadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para promover desinformação nas redes.
Essa região já enfrentava problemas graves de exploração sexual infantil e vulnerabilidade social desde os anos 2000, com CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) e investigações anteriores, mas as informações distorcidas começaram a circular intensamente nas redes sociais no início do governo Bolsonaro, por obra de sua ex-ministra e hoje senadora, Damares Alves.
O arquipélago apresenta quatro dos dez municípios com menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, situação agravada pelo isolamento geográfico, dificuldades socioeconômicas e falta de estrutura para atendimento às vítimas. Esses fatores tornam o território vulnerável, mas não justificam a criação das narrativas da extrema-direita que viralizaram nos últimos anos.
Em 2020, Damares afirmou, sem provas, que crianças teriam dentes arrancados e seriam alimentadas com comida pastosa para facilitar práticas sexuais, além de serem traficadas para exploração sexual ou de órgãos.

Com informações do DCM.
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