Engana-se quem pensa que redpills não querem esposa. Querem sim. Porém, buscam a pejotização da parceira. Em uma sociedade tomada pela falta de direitos, pelo esvaziamento da CLT, da Justiça do Trabalho, e da Força Sindical os homens alinhados às pseudoteorias da machosfera buscam a esposa que não possua direitos no divórcio.
Para eles, a prostituta é a parceira uberizada, enquanto que a esposa é a pejotizada. No final das contas, a mais-valia está presente na exploração da esposa enquanto operária do chão da casa.
O redpill vê o feminismo como o patrão vê o sindicato: uma coletividade construída para furtar o lucro obtido pelo esforço do “detentor do meio de produção”.
Todo redpill quer uma esposa para chamar de sua, desde que ela acompanhe sua evolução – privando-se de estudo, aprimoramento e independência. A lógica é exatamente a mesma: o empregado é demitido quando envelhece ou deixa de servir para o cargo. O redpill quer que o divórcio seja o rompimento sem indenização.
Se ele não conseguir uma esposa que esteja buscando uma “oportunidade” ao seu lado, optará pela uberização da profissional do sexo, pois é para isso “que elas servem”. Todo redpill é um CEO de MEI reivindicando o direito de explorar a mulher.
Canalhas.

Adriano Viaro
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
