Ana Lesnovski, cofundadora do Meteoro Brasil, explica o motivo para imprimir cabecinhas 3D - e tem a ver com arte - Drops de Jogos

Ana Lesnovski, cofundadora do Meteoro Brasil, explica o motivo para imprimir cabecinhas 3D – e tem a ver com arte

Arte e tecnologia

Por Pedro Zambarda, editor-chefe. Texto originalmente da Folha TV.

A comunicadora, jornalista, professora e artista Ana Lesnovski, cofundadora do canal Meteoro Brasil, o maior canal hardnews de esquerda no YouTube Brasil, falou sobre o motivo para imprimir cabecinhas em três dimensões em suas aulas no Ensino Superior no Paraná.

Ana falou sobre isso na live Folha Democrata da Folha TV.

“Sempre odiei o conceito de objetividade no jornalismo. Me irritava profundamente com isso. Quando descobri a semiótica eu descobri que sempre gostei de linguagem. E às vezes eu tinha vergonha do quão múltiplos eram os meus interesses”.

“Imprimir cabecinhas em 3D tem a ver com fazer arte com o corpo. A coisa das cabecinhas veio de uma pesquisa de 2017 sobre inteligência artificial. Quando a gente estava começando a falar sobre as primeiras IAs e redes neurais. Como eu trabalho com arte e eletrônica, eu comecei a pesquisar isso”.

“Naquela época era diferente de hoje. Não tinham grandes empresas mexendo com IA. Você meio que fazia inteligência artificial em casa. Lembro de construir e de treinar redes neurais no computador com ventilador em cima porque esquentava muito a máquina. Fiz esses experimentos e fiz uma rede neural que imitava o meu estilo de escrita acadêmica. Nunca treinei ela para escrita informal. Não voltei para terminar isso”.

“Comecei a pirar em cima dessa entidade provocada, que vivia no meu computador. Dai queria que ela saísse dali de alguma forma e tivesse uma espécie de vida própria. É uma visão performática. Não acredito que aquilo tem vida própria. Trabalhei com impressão digital, brinquei com o corpo e escaneei a minha cabeça em 3D. A primeira que foi impressa estava bugada, porque eu sempre tive muita vergonha, tinha vergonha de tirar foto e escondia o meu rosto”.

“Eu me escaneei com a mão no rosto. Passei a viver a experiência da pandemia e de trabalhar com YouTube. A pandemia e aparecer no YouTube foi um choque vivido ao mesmo tempo. Eu não estava acostumada a ver a minha própria cara”.

“Primeiro por vergonha e porque eu não reconheço rostos. Ficava tonta dando aulas remotas e vendo meu rosto, não conseguia conciliar. Hoje eu estou mais acostumada. Imprimo as cabeças por conta dessa coisa da autorepresentação”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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