Hack em canal de games mantido por garota com câncer demonstra a comunidade tóxica online

Comportamento tóxico frequente na rede evidencia a falta de valores sociais e éticos na sociedade contemporânea.

  • por em 29 de março de 2016
Imagem: fotomontagem

A pequena Lorena, de apenas 12 anos, conseguiu feitos marcantes para seu histórico de pouco mais de uma década: Venceu um diagnóstico de câncer e conquistou um grande contingente de seguidores no YouTube, com seu canal de vídeo Careca TV, voltado aos games. O reconhecimento de seus feitos apresentou uma das facetas mais brutais e reprováveis da comunidade em rede: seu canal, que já somava 400 mil inscritos.

O trabalho dela foi hackeado e apagado no site de vídeos.

Mais do que o conteúdo pretendido para a análise de games, o canal da menina se diferencia por apresentar uma mensagem implícita de determinação e coragem diante dos infortúnios da vida. "Me inscrevi [no seu canal] pois você me deu o exemplo de que nunca devemos desistir de batalhar pelos nossos sonhos", escreveu um jovem na página do vlog no Facebook. "No momento que mais precisei, você apareceu e postou o seu primeiro vídeo; no momento que eu só pensava em desistir de tudo, você veio trazendo um grande exemplo e dando forças não só pra mim mas creio que pra muita gente", declarou outra jovem, alguns comentários abaixo.

A exclusão do conteúdo realizada na madrugada da última segunda-feira, dia 28, expõe a falta de valores éticos e a vaziez de parte da comunidade online, incapaz de aceitar a conquista daquales que considera não serem merecedores de tais créditos. O novo canal Careca Tv, que subiu na terça com o vídeo de apresentação da jovem, já soma 504 mil inscrições.

Isso indica que, apesar da toxidade de parcela dos internautas, ainda é possível manter a esperança de um ambiente democrático para que todos se manifestem na rede. Não há vídeos de gameplay até o momento, mas não deve demorar para que Lorena demonstre seu talento com a opinião sobre os jogos e mantenha sua mensagem de perseverança.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Cultura