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FOTO: Daniela Ometto
Ator Lázaro Ramos está na França e recebeu ontem, domingo, 12 de abril, uma homenagem no 28º Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que acontece no tradicional cinema de rua L’Arlequin, em Saint-Germain-des-Prés. Realizado pela Jangada, com curadoria de Katia Adler, o evento reúne mais de 30 longas-metragens entre ficções, documentários e sessões especiais, reafirmando seu papel como principal vitrine do cinema brasileiro na Europa. Nesta edição, o festival consagrou, pela primeira vez, um casal como homenageado principal: Lázaro e Taís Araujo. A cerimônia reuniu convidados como Antônio Pitanga, Reginaldo Faria, Régis Faria, Ingrid Guimarães, Maria Fernanda Cândido e Antônio Grassi, em uma noite dedicada à trajetória dos dois artistas no audiovisual nacional.
O prêmio Jangada foi entregue em uma cerimônia conduzida pela atriz e diretora franco-senegalesa Aïssa Maïga (“A Espuma dos Dias”, “Paris, Te Amo”, “O Menino que Descobriu o Vento”), nome importante do audiovisual francês e reconhecida por liderar um grupo de 16 atrizes negras em um protesto no Festival de Cannes contra a falta de representatividade no cinema europeu.
Depois de assistir ao vídeo-homenagem produzido pelo Canal Brasil, Lázaro comentou a ausência de Taís, que permaneceu no Brasil para a preparação de seu primeiro monólogo, “Mudando de Pele”, e destacou o significado da homenagem conjunta. “Há muitos anos eu tinha vontade de estar aqui nesse festival… e, de repente, no primeiro ano que eu venho, é justamente para exibir filmes que estão no fundo do meu coração e para receber a homenagem junto de Taís”, disse. Em seguida, reforçou a dimensão pessoal e artística da parceria: “Nós nunca fomos homenageados juntos. Primeiro eu queria agradecer por homenagear essas duas pessoas, esses dois artistas. Porque realmente essa é a mulher da minha vida, meu grande amor e minha grande parceira.”
A programação do dia incluiu a exibição de “Medida Provisória”, longa que marcou a estreia de Lázaro Ramos na direção de ficção e que tem Taís Araujo em um dos papéis centrais. A mostra dedicada aos homenageados também reuniu títulos que atravessam suas trajetórias, como “Madame Satã”, de Karim Aïnouz, e “Tudo o que Aprendemos Juntos”, de Sérgio Machado, no caso de Lázaro, além de “Pixinguinha – Um Homem Carinhoso”, de Denise Saraceni e Allan Fiterman, e “Garrincha – Estrela Solitária”, de Milton Alencar, na filmografia de Taís.
Durante o discurso, o ator também relembrou sua relação com as salas de exibição desde a juventude. “Vindo para cá, eu me lembrei da minha relação com o cinema. Eu fui um jovem que ia pro CineArt, na Bahia, esperar a estreia de ‘Os Trapalhões’. Eu ficava naquelas salas sem nem esperar que um dia eu poderia fazer um filme. E é muito bom fazer parte dessa família do cinema brasileiro, que tem uma grandeza que eu acho que a gente precisa preservar, assim como o festival vem fazendo: cuidar e valorizar.”
Na mesma noite, o festival realizou o Tributo a Paulo Gustavo, com a exibição de “Minha Mãe é uma Peça 3”, dirigido por Susana Garcia, e de um vídeo-homenagem inédito produzido pela Globo Filmes. O dermatologista Thales Bretas, viúvo do ator e pai de seus filhos, esteve presente para receber a honraria ao lado de Ingrid Guimarães. A sessão incluiu ainda a exibição de um trecho exclusivo de “Minha Melhor Amiga”, nova comédia inédita de Susana Garcia estrelada por Ingrid e Mônica Martelli, que estreia nos cinemas brasileiros em setembro.
O Festival de Cinema Brasileiro de Paris reúne anualmente mais de cinco mil pessoas para celebrar o audiovisual brasileiro na capital francesa. Em 2026, as mais de 30 produções selecionadas são exibidas em sete mostras: Competitiva, Hors-Concours, Documentários, Homenagem a Lázaro Ramos e Taís Araujo, Tributo a Paulo Gustavo, Sessão Escolar e a nova Sessão da Tarde – Sucessos de 2025.
FILMES
MOSTRA COMPETITIVA:
Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte
Câncer com Ascendente em Virgem, de Rosane Svartman
Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini
Malês, de Antonio Pitanga
Perto do Sol é Mais Claro, de Régis Faria
Precisamos Falar, de Rebeca Diniz e Pedro Waddington
#SalveRosa, de Susanna Lira
Velhos Bandidos, de Cláudio Torres
MOSTRA HORS CONCOURS:
Mauricio de Sousa, de Pedro Vasconcelos
Querido Mundo, de Miguel Falabella e Hsu Chien
DOCUMENTÁRIOS:
3 Atos de Moisés, de Eduardo Boccaletti
3 Obas de Xangô, de Sérgio Machado
A Noite de Alaíde, de Liliane Mutti
Anna Mariani – Anotações Fotográficas, de Alberto Renault
Da Lata – 30 Anos, de Paulo Severo
Milton Bituca Nascimento, de Flávia Moraes
Oní Sáà Wúre, de Lavagem da Sapucaí, de Saullo Farias Vasconcelos
Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley
Rei da Noite, de Cassu, Lucas Weglinski e Pedro Dumans
Ritas, de Oswaldo Santana
SESSÃO ESCOLAR:
A Noite de Alaíde, de Liliane Mutti
Tudo o que Aprendemos Juntos, de Sérgio Machado
Malês, de Antonio Pitanga
MOSTRA LÁZARO RAMOS E TAÍS ARAUJO:
Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo
Medida Provisória, de Lázaro Ramos
Madame Satã, de Karim Aïnouz
Pixinguinha – Um Homem Carinhoso, de Allan Fiterman e Denise Saraceni
Tudo o que Aprendemos Juntos, de Sérgio Machado
TRIBUTO A PAULO GUSTAVO
Minha Mãe é uma Peça 3, de Susana Garcia
Agentes Muito Especiais, de Pedro Antonio
SESSÃO DA TARDE – SUCESSOS DE 2025
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles
Manas, de Mariana Brennand Fortes
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
O Último Azul, de Gabriel Mascaro
Vitória, de Andrucha Waddington
VIDEO Festival du cinéma brésilien de Paris 2025
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