Escritor Milton Hatoum tomou posse na Academia Brasileira de Letras na última sexta (24) e se tornou o primeiro autor amazonense a integrar o quadro de “imortais” da instituição. A cerimônia foi realizada na sede da ABL, no Petit Trianon, no Centro do Rio de Janeiro.
O escritor assumiu a cadeira 6, que estava vaga desde a morte do jornalista Cícero Sandroni. Em seu discurso de posse, Hatoum destacou a função humanizadora da literatura, a força do imaginário e a importância da educação pública para a formação da consciência crítica no Brasil.
“Enquanto houver vida neste mundo em chamas, haverá histórias a serem narradas, lidas e ouvidas. Não vivemos apenas no real, vivemos também no imaginário, nos sonhos, na literatura, nas artes, no teatro, essa arte viva, na experiência mística. Vivemos também no devaneio”, disse.
Hatoum foi recebido pela acadêmica Ana Maria Machado, que ressaltou a densidade intelectual e literária de sua obra. ‘Milton Hatoum oferece uma análise sutil, cheia de camadas inteligentes, sofisticadas e corajosas, relacionando pontos distintos, numa argumentação bem informada que ilumina nuances até então impensadas pelo entrevistador. Não foge do tema. Mas se recusa a ser porta-voz não nomeado de estereótipos alheios”, afirmou.
“É necessária uma revolução pelo menos da mentalidade das elites para o Brasil não caminhar para a catástrofe. A saída é um pacto de todos os brasileiros por um projeto democrático e socialmente inclusivo para se viver com dignidade”, opina Milton Hatoum. https://t.co/0awfiB1eGy pic.twitter.com/FXxT4uKb95
— Bob Fernandes (@Bob_Fernandes) April 24, 2026

O presidente da ABL, Merval Pereira, também celebrou a chegada do escritor à Casa. “O maior escritor brasileiro vivo é um romancista de primeira ordem”, declarou.
Com informações do Estadão e do DCM.
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