Cultura

Morre Brigitte Bardot

Brigitte Bardot morreu aos 91 anos. Sua morte foi confirmada neste domingo pela fundação que leva o nome da atriz.Filha de um industrial de família tradicional e católica de Paris, nascida em setembro de 1934, começou a dançar aos oito anos. Aos 15, ela se tornou capa da revista Elle e chamou atenção do cineasta Marc Allegret.

Em dezembro de 1952, chegando aos 18 anos, Bardot se casou com Roger Vadim, então com 24. O convite de Allegret primeiro não deu em nada, mas Bardot começou a conseguir papéis numa série de filmes, por vezes significativos, como “Se Versalhes Falasse”, de Sacha Guitry, de 1954, “As Grandes Manobras”, de 1955, de René Clair —e ainda aquele com o título sugestivo de “Desfolhando a Margarida”.

A celebridade que chegou com “E Deus Criou a Mulher” foi instantânea e basicamente mundial. Ainda nos anos 1950, Kirk Douglas, fascinado por ela, queria levar a atriz para os Estados Unidos —sua mulher não deixou.

Um Bob Dylan ainda adolescente dedicou uma canção a ela.

Em 1960, Jorge Veiga lançou a marchinha de Carnaval, escrita por Miguel Gustavo, que começava assim —”Brigitte Bardot, Bardot/ Brigitte beijou, beijou./ Lá dentro do cinema todo mundo se afobou”. E seguia indagando “BB, BB, BB/ Por que é que todo mundo/ Olha tanto pra você?”.

Em 1962, ela se separou do depressivo ator Jacques Charrier e se ligou a outro ator, Samy Frey. No ano de 1964, veio passar o verão no Brasil, já em companhia do namorado Bob Zagury, basicamente um playboy, que a levou até Búzios, no Rio de Janeiro, onde ela ganharia uma estátua em tamanho natural.

Teve parceria com Jean-Luc Godard. Ela não era a preferência de Godard para “O Desprezo”. Foi imposta pelo produtor americano do filme, Joseph Levine. Também não a queria filmar nua. Foi imposição de outro produtor, Carlo Ponti, para quem, se estava pagando para ter BB, ela devia aparecer nua em algum momento.

Bardot vivia uma aposentadoria reclusa na Riviera Francesa e se dedicava à defesa dos direitos dos animais. Durante as raras aparições públicas e entrevistas, também chamou atenção pela afinidade com a extrema direita do país.

Em 1992, Brigitte Bardot se casou com Bernard d’Ormale, antigo conselheiro do partido de extrema direita Frente Nacional, que depois foi renomeado como União Nacional.

Mais tarde, ela apoiou publicamente os líderes do partido, Jean-Marie Le Pen e a sua filha Marine Le Pen. Brigitte chegou a chamar Marine Le Pen de “a Joana D’Arc do século 21”.

O presidente do União Nacional, Jordan Bardella, lamentou a morte de Bardot neste domingo (28), pontuando que ela personificou uma ideia de coragem e liberdade.

“O povo francês perde hoje a Marianne que tanto amou e cuja beleza encantou o mundo. Brigitte Bardot era uma mulher de coração, convicção e caráter”, disse Bardella.

“Patriota fervorosa e amante dos animais que protegeu durante toda a vida, ela, sozinha, personificou toda uma era da história francesa e, acima de tudo, uma certa ideia de coragem e liberdade”, acrescentou.

As declarações políticas de Brigitte Bardot foram motivo de controvérsias. Suas falas sobre imigração, islamismo e homossexualidade levaram a uma série de condenações por incitação ao ódio racial.

Entre 1997 e 2008, ela foi multada seis vezes pelos tribunais franceses pelos seus comentários, principalmente aqueles contra a comunidade muçulmana francesa.

Com informações de Inácio Araujo na Folha de S.Paulo.

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