Dois adolescentes, de 15 e 16 anos, suspeitos de integrar um grupo envolvido em crimes na internet contra crianças e adolescentes, foram alvos da Operação Mão de Ferro 2, deflagrada pela Polícia Civil em Mato Grosso e outros 12 estados, nesta terça (27). Esses crimes tinham como principais alvos meninas.
Os crimes aconteciam principalmente em plataformas como WhatsApp, Telegram e Discord, onde os suspeitos compartilhavam conteúdos violentos, incentivavam comportamentos autodestrutivos, faziam ameaças e expunham publicamente vítimas.
Adolescente de 15 anos é apontado como chefe do grupo e já foi investigado por apologia ao nazismo e por promover automutilação entre jovens na internet em outras duas operações.

Líder do grupo é um adolescente de 15 anos que já foi alvo de duas operações — Foto: Matheus Maurício/TVCA
As penas, somadas, podem ultrapassar 20 anos de reclusão, além de multas. Os investigados podem responder pelos crimes:
- Induzir, ajudar ou incentivar automutilação e suicídio (Art. 122 do Código Penal), com pena de dois a seis anos, que pode dobrar se a vítima for criança ou adolescente.
- Perseguição (stalking) (Art. 147-A do Código Penal), com pena de seis meses a dois anos, aumentada se a vítima for criança ou adolescente.
- Ameaça (Art. 147 do Código Penal), com pena de 1 a 6 meses ou multa.
- Produção, armazenamento e compartilhamento de imagens de abuso sexual infantil (Arts. 241-A e 241-B do ECA), com pena de três a seis anos para compartilhamento e 1 a 4 anos para armazenamento.
- Apologia ao nazismo (Art. 20, §1º, da Lei 7.716/89), com pena de dois a cinco anos.
Ao todo, 22 mandados de busca e apreensão, prisão temporária e internação socioeducativa são cumpridos nas seguintes regiões:
- Manaus e Uruçará (AM)
- Mairi (BA)
- Fortaleza e Itaitinga (CE)
- Serra (ES)
- Sete Lagoas e Caeté (MG)
- Sinop e Rondonópolis (MT)
- Aquidauana (MS)
- Marabá
- Barcarena
- Canaã dos Carajás e Ananindeua (PA)
- Oeiras (PI)
- Lajeado (RS)
- São Domingos (SE)
- São Paulo, Guarulhos, Porto Feliz, Itu, Santa Isabel e Altair (SP)
A ação é realizada em parceria com o Laboratório de Operações Cibernéticas, o Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Com informações da reportagem do G1.
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