Dungeons & Dragons passa a integrar o Hall da Fama dos Brinquedos nos Estados Unidos

O Strong National Museum of Play, espaço dedicado à memória dos brinquedos e entretenimento, sediado em Nova York, nos EUA, acaba de eleger o novo grupo de elementos lúdicos que irão ingressar no Hall da Fama dos brinquedos do museu. Entre os produtos selecionados, o tradicional RPG de mesa, Dungeons & Dragons, recebe agora o reconhecimento da instituição como criação responsável por um novo universo de jogos e games, os jogos de representação de papéis.

  • por em 13 de novembro de 2016
Imagem: Theo Verge

D&D, que recentemente completou seu 40º ano de existencia, moldou uma forma absolutamente inovadora de jogabilidade e participação, induzindo os jogadores a um trabalho cooperativo e instigando a imaginação de todos os envolvidos, do Mestre contador das histórias aos players, que elaboram suas estratégias de conduta, combates e moral de forma criativa e surpreendente. O jogo não foi o primeiro a idealizar estes princípios de atuação, mas formalizou as regras que definiriam os princípios do roleplaying, tais como a definição de papéis específicos para cada jogador, a progressão do jogador por meio da subida de níveis, atributos básicos como força, constituição e carisma, jogada dividida em turnos e outroselementos presnetes em qualquer RPG tradicional ou eletrônico.

"Mais do que qualquer outro jogo, Dungeons & Dragons abriu o caminho para crianças mais velhas e adultos experimentarem o jogo da imaginação", afirmou o curador do museu, Nic Ricketts. "Foi inovador. Mas o mais importante, as mecânicas de Dungeons & Dragons foram levadas para os aplicativos de computador, e tiveram impacto direto no imenso sucesso dos jogos eletrônicos como World of Warcraft", finalizou.

Os interessados na história do jogo e os primórdios que levaram à criação do maior fenômeno de criatividade dos jogos de imaginação no século passado, podem acessar o resumo do livro Playing at the World, de Jon Peterson, lançado em 2012.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Cultura