O que o MMORPG pode nos ensinar sobre aprendizado. Por Lari Maza, dev front-end

Texto originalmente postado pela autora no Medium. Ele segue estas diretrizes de divulgação do Drops de Jogos.

Foto: Divulgação

Desde que foram reconhecidos cientificamente, nós já esfregamos muito na cara da sociedade os benefícios do videogame. E, em algum lugar da minha história entre o Ragnarok e o WoW, acredito ter encontrado mais uma lição filosófica nessa atividade tão viciante:

Quanto mais alto o nível, de mais XP você precisa pra passar de nível novamente.

Você já resolveu pegar pra aprender algo novo e sentiu que, depois daquele impulso inicial de aprendizado, estagnou?

Geralmente, é nesse ponto que as pessoas abandonam a idéia. É muito desmotivador sentir que você parou de progredir e não consegue mais atravessar a barreira para passar de nível. Mas, se tivéssemos uma contagem de experiência como no RPG, e soubéssemos de quantos precisamos para passar de nível, continuaríamos tentando. E é por isso que continuamos jogando, não é? Se não houvesse aquela barrinha, provavelmente largaríamos o jogo por cansar de matar monstrinho, sem nunca saber que faltavam só 5 XP pro próximo nível.

E, se a mesma quantidade de XP (ou estudo, ou trabalho) fosse necessária pra subir de nível toda vez, seria muito mais fácil; mas, quanto mais alto o seu nível, de mais experiência você precisa pra passar. Isso não é meramente um ajuste de dificuldade do jogo. É algo análogo à própria vida.

O aprendizado é um fenômeno bastante curioso. Já dizia Sócrates (supostamente, ao menos) algo nas linhas de: quanto mais sei, mais vejo que nada sei. Quanto mais estudamos, mais ramificações descobrimos e percebemos que há muito mais para saber do que enxergávamos antes.

Aprender é como caminhar em direção ao horizonte; não importa o quanto ou quão rápido avançamos, ele continua se afastando no mesmo ritmo. Sabendo, então, que nunca alcançaremos aquela linha, devemos aprender com o caminho que percorremos, apreciar a paisagem e curtir a jornada.

Lari Maza é front-end developer de São Paulo. Minimalista. Curiosa. Entusiasmada. Metódica demais pra ser artista, com imaginação demais pra não ser.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Cultura