Opinião: Pokémon GO está ajudando pessoas e unindo gerações

A BBC publicou uma reportagem em 3 de agosto de um jovem autista chamado Adam, do Reino Unido, que utilizou Pokémon GO para sair mais de casa. Antes disso, o jornal Extra divulgou um texto sobre o hospital infantil em Michigan que usa o mesmo jogo para tirar pacientes do leito.

Foto: Divulgação

Os usos de Pokémon GO não se restringem a terapias ou tratamentos. Basta você dar uma volta na Avenida Paulista ou no centro de São Paulo para ver, desde o dia 3 de agosto, grupos de pessoas tentando capturar monstrinhos raros. A disputa por ginásios entre os times Mystic, Valor e Instinct estão estimulando os treinadores a elevarem de nível para tomar espaços públicos.

Igrejas e praças nunca estiveram tão cheias. E não é por conta da fé ou dos passeios na rua, e sim por culpa de Pokémon.

É verdade que há também relatos de acidentes, atropelamentos e assaltos, mas Pokémon GO está provocando uma mudança social.

Meus pais, que nunca se interessaram pela franquia, baixaram o app gratuito e capturaram seus monstrinhos. Uma avó de uma amiga também começou o game com um Charmander e começou a andar pela casa. Um franquia de jogos que era muito restrita aos jovens dos anos 90 e 2000 passou a cativar adultos e idosos que não conheciam nada do game.

Neste mês de agosto, Pokémon está unindo pessoas, ajudando quem possui alguns problemas de socialização e estimulando o contato com o mundo físico. Como porta de entrada para a tecnologia de realidade aumentada, o game está dando os primeiros passos para a tomada do espaço público com as informações digitais.

Para aqueles que acham que Pokémon GO é um divertimento barato, fica o recado: Unir gerações distintas e entreter no espaço físico está longe de ser besteira. Este jogo veio para fazer o que os videogames sempre quiseram fazer desde o começo.

Provocar mudanças através da experiência.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Cultura