Projetos de Realidade Virtual com McDonald’s e Coca-Cola mostram como games em 3D se mesclam à nossa cultura

Criações como Pixel Ripped, da desenvolvedora brasileira Ana Ribeiro, e Dodge This!, do estúdio gaúcho Imgnation, expõem apenas a primeira onda de projetos nacionais que podem e irão usufruir desse mercado.

  • por em 1 de março de 2016

As empresas Mc Donald's e Coca-Cola dispnibilizaram na mesma semana a notícia de suas propostas internacionais com kits de Realidade Virtual, montados a partir das caixas de papelão de seus produtos. A iniciativa das marcas mostra a sintonia do mercado de bens de consumo com as novidades tecnológicas e as possibilidades imersivas oferecidas pelas experiências com jogos e navegação nos ambientes de realidade virtual.

A Realidade Virtual (RV) tem sido o grande tema do momento no desenvolvimento de games e na produção de conteúdo digital, em razão da novidade com navegação imersiva com alta qualidade visual e interativa e possibilidades que envolvem áreas diversas como a educação, projetos científicos e a medicina, entre outros. A disseminação deste ainda insurgente campo de ação por meio de realizações como a distribuição de milhões de visores de papelão pelo Google e os lançamentos destes kits de marcas consagradas junto ao público juvenil deixam claro a dimensão da proposta e abrem novos caminhos para desenvolvedores nacionais e estrangeiros.

Criações como Pixel Ripped, da desenvolvedora brasileira Ana Ribeiro, e Dodge This!, do estúdio gaúcho Imgnation, expõem apenas a primeira onda de projetos nacionais que podem e irão usufruir desse impulso de mercado proporcionado pelo afã das marcas ligadas ao público jovem. Como afirmou Mike Capps, ex-presidente da Epic Games, os pequenos empreendedores de games "estão assumindo os riscos [no desenvolvimento de propostas com o sistema, enquanto] os grandes devs não estão correndo grandes riscos". A questão indica com clarezaq o potencial do novo recurso para os emergentes.

O que torna o assunto viral em meio ao grande público é a forma como a novidade é 'vendida' como brincadeira, exigindo pouco conhecimento do interessado para usufruir, independente da idade. O Happy Goggles, do McLanche Feliz distribuído na Suécia, apresenta facilidade de montagem ao consumidor comum, que precisa apenas dobrar as linhas pontilhadas da caixa e encaixar as lentes, que acompanham o lanche, para dar início à brincadeira virtual. As embalagens com 12 garrafinhas de Coca-Cola, já disponíveis no mercado norte americano, são também facilmente dobráveis e adaptam-se a celulares diversos, incluindo o iPhone 6. Depois, é só baixar os aplicativos e games que se utilizam da tecnologia.

Mais do que jogadas de marketing inteligentes e em sintonia com a revolução digital, a atenção do mercado de bens de consumo com a Realidade Virtual, a diversão proporcionada pelos novos games com interação imersiva e os projetos com esta tecnologia mostram que, sem grande esforço, esta insurgente cultura adentra nossos lares e nos aperfeiçoa como seres sociais e digitais.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Cultura