Cantora Preta Gil morreu neste domingo (20), aos 50 anos. Ela estava em tratamento contra um câncer no intestino. A informação foi confirmada pela CNN Brasil e pelo site Metrópoles. No Rio de Janeiro, Preta nasceu em 8 de agosto de 1974. “Na minha casa, Preta se tornou nome próprio. Quando fui fazer o registro da Preta Gil, eu falei para a moça registrar Preta”.
“Ela perguntou: ‘Preta?’ Eu disse: ‘Sim. Se for Branca, Bianca, Clara, pode? Acho que a senhora já registrou muitas’. Aí ela colocou”, lembrou Gilberto Gil em sua conta oficial no X, ao lembrar do processo de escolha do nome da filha.
Primeiros passos da carreira como cantora foram dados em 2003, quando lançou o álbum “Prêt-à Porter” (2003) – do qual a música “Sinais de Fogo”, com Ana Carolina, faz parte.
Preta Gil se declarava feminista e fazia questão de levantar bandeiras contra opressões sociais como gordofobia, racismo e em defesa dos direitos LGBT+.
Depois do “Prêt-à Porter”, vieram outros cinco álbuns de estúdio e ao vivo: “Preta” (2005), “Noite Preta ao Vivo” (2010), “Sou como Sou” (2012), “Bloco da Preta” (2014) e “Todas as Cores” (2017) – com canções solo e também com parcerias, como Anitta, Lulu Santos, Ivete Sangalo, Pablo Vittar e Thiaguinho.
Bloco da Preta também é o nome que batiza o agrupamento carnavalesco comandado pela cantora. Lançada em 2010, a agremiação leva milhares de pessoas às ruas do Rio de Janeiro anualmente, sendo considerado um dos principais do circuito de Carnaval de rua da capital fluminense.

Após os investimentos no mundo da música, Preta retomou sua carreira no mercado publicitário em 2017, quando se tornou sócia da Mynd, agência voltada para o trabalho com influenciadores digitais.
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