Recriei um quarto com retrogaming na BGS. Por Carlos Bighetti

Carlos dá seu depoimento sobre a Brasil Game Show

Carlos Bighetti na Brasil Game Show. Foto: Reprodução/Facebook

Publicado originalmente no perfil de Facebook por autor

Carlos Bighetti é autor do documentário Loading com Marcus Garrett, padrinho do Drops de Jogos

Esta foi minha terceira Brasil Game Show. Mas foi diferente das outras. Pela primeira vez, pude colocar em prática, ao lado do amigo-irmão Marcus Vinicius Garrett Chiado, uma ideia na linha do que imaginei desde a primeira vez que estive na feira, em 2017: recriar um ambiente de época, uma vez que meu rolê preferido no mundo dos games é o retrogaming.

Marcus e eu estamos à frente do documentário “LOADING… Nossos Primeiros Jogos de Computador”. Nos pareceu oportuno apresentar o “quarto do menino”, uma reprodução de um dos sets de filmagem do nosso documentário. E foi pela providencial entrada do Video Game Data Base na seara dos jogos de computador que surgiu a oportunidade de realizarmos nosso sonho comum, no estande do VGDB, capitaneado pelo amigo Edson Godoy.

Cheguei ao Expo Center Norte com o cansaço acumulado de duas semanas de trabalho no Rock in Rio e a missão de trazer à realidade toda a parte cenográfica do “quarto do menino”: paredes, carpete, móveis, pôsteres, cortina, lustre e televisores, tudo original de época e funcionando.

Ao Marcus, coube providenciar os brinquedos com o amigo Fabio Eduardo Fernandes, o Playtoy, e os microcomputadores antigos TK e HotBit, além, é claro, de zelar pelo funcionamento das máquinas, com a ajuda do Mario Cavalcanti e do Daniel Ravazzi, que também emprestaram fitas cassetes, disquetes e revistas de informática da época.

Foi MUITO emocionante ver o quarto pronto, entrar nele e poder acompanhar as reações dos amigos e do público em nossa experiência imersiva de visita ao passado, uma viagem aos anos 80.

Tivemos a satisfação e a alegria de receber no estande a Fabiana Papin e o Alex Rodrigo Ferme, casal de amigos super queridos que tornaram possível o transporte de tudo que levamos à BGS em uma condição acessível ao nosso orçamento, sobre as rodas e sob os cuidados da transportadora Ecov Transp.

Pouco vi da Brasil Game Show, efetivamente, porque o que importava lá, pra mim, ao menos nesta edição, cabia no pequeno mundo de 3m x 3m do quarto de um menino que descobria os encantos da informática doméstica e dos joguinhos que vieram com ela. Esse menino era todos nós.

O quarto dele não existe mais desde a noite de domingo. E foi doloroso desmontar tudo. Mas sobram belas memórias, fotos e vídeos que provam que, durante os cinco dias de BGS, viajamos no tempo: estivemos em 1989 de novo. E foi maravilhoso viver esses momentos junto com vocês!

PS: o cansaço ainda permanece no corpo, cortei o dedo, tenho bolhas nos pés, dormi uma média de 3 horas por noite, comi menos do que deveria, rolou uma certa tensão na desmontagem, mas já sonho com o que vamos apresentar em 2020…

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.