Dólar fechou em alta nesta quarta (9), com um avanço de 0,51%, cotado a R$ 5,1116. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,93%, aos 185.629 pontos. O mercado acompanhou a nova alta do petróleo, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, e seus possíveis efeitos sobre o cenário externo e o câmbio.
No Brasil, o foco ficou sobre o cenário político e eleitoral, que segue no radar dos investidores e influenciou o desempenho da bolsa.
Em meio às tensões no Oriente Médio, o petróleo voltou a ultrapassar os US$ 100 pela primeira vez desde 24 de julho, após o exército americano destruir cinco petroleiros iranianos em retaliação a uma tentativa de ataque a um navio de guerra dos EUA.
A piora do conflito levantou novamente preocupações com a oferta global de petróleo. No fechamento do dia, o barril do Brent, referência internacional, subiu 3,36%, cotado a US$ 101,21. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 3,25%, a US$ 96,05 o barril.
O cenário também trouxe preocupações com a inflação global. Em meio às incertezas sobre a durabilidade do conflito, investidores passaram a precificar 60% de chance de uma nova alta de juros nos Estados Unidos neste mês, segundo o CME Group.
A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.
Por fim, o mercado também seguiu atento ao cenário político e eleitoral brasileiro. Investidores acompanham de perto a situação no Supremo Tribunal Federal (STF) e seus potenciais reflexos nas eleições presidenciais. Nesta quarta, o ministro do STF, Flavio Dino, determinou a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação.

Com informações do G1.
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