Dólar fechou em queda nesta quinta (29), cotado em R$ 5,19, no menor patamar de fechamento desde maio de 2024. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também registrava perdas na última hora do pregão. Após as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, os mercados passaram a se concentrar em novos indicadores econômicos.
Na quarta-feira, o Federal Reserve manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano, enquanto o Banco Central do Brasil manteve a Selic em 15% ao ano.
No Brasil, a agenda do dia trouxe os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com números sobre o mercado de trabalho formal em dezembro. Segundo as informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil registrou a criação de 1,279 milhão de novos empregos com carteira assinada em 2025.
Esses dados ajudam a calibrar as expectativas sobre a atividade econômica no início de 2026 e indicam se há espaço para cortes na taxa básico de juros (Selic) pelo Banco Central.
Um dia após o Fed decidir manter os juros inalterados, o presidente Donald Trump voltou a pressionar a instituição. Em postagem no Truth Social, ele afirmou que Jerome Powell não tinha motivos para manter a taxa tão elevada, dizendo que a decisão prejudica o país, custa bilhões de dólares aos EUA e compromete a segurança nacional.

Ainda nos EUA, os investidores acompanharam a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e dos dados da balança comercial, indicadores que ajudam a medir o ritmo da economia americana. Balanços corporativos também ficaram no radar.
Com informações do G1.
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