Dólar fechou em queda nesta terça (14), com um recuo de 1,05%, cotado a R$ 5,0777. Na mínima do dia, a moeda foi a R$ 5,0652. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve alta de 0,51%, aos 176.641 pontos. As tensões no Estreito de Ormuz voltaram a pressionar os preços do petróleo no mercado internacional para cima.
Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos vão retomar o bloqueio naval ao Irã a partir de hoje e que passarão a cobrar uma taxa de 20% sobre toda carga transportada pelo canal, que é rota de cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.
As preocupações sobre o novo bloqueio do canal trouxeram mais um dia de alta para a commodity nesta terça-feira (14). No final do dia, o barril do Brent, referência internacional, teve alta de 1,7%, cotado a US$ 84,73. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subiu 1,48%, cotado a US$ 79,34 por barril.
Na agenda econômica, investidores avaliaram novos dados da inflação ao consumidor nos EUA. O indicador caiu 0,4% em junho, após avançar em 0,5% em maio. Em 12 meses, o índice marcou alta de 3,5%. O resultado veio menor do que o esperado. Ainda assim, especialistas acreditam que os preços seguem elevados e há um grande número de apostas de uma elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) já neste mês.
A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

Com isso, também ficou no radar o primeiro depoimento de Kevin Warsh ao Congresso americano como presidente do Fed. O banqueiro central afirmou que está comprometido com as metas de inflação da instituição e prometeu “fazer o seu trabalho” caso seja desafiado por Trump.
Com informações do G1.
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