As preocupações com o conflito no Oriente Médio voltaram a guiar os mercados nesta quinta (5) e trouxeram mais um dia de alta para o dólar, que fechou cotado a R$ 5,2865, no maior patamar desde 23 de janeiro (R$ 5,2867). O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em queda na última hora do pregão.
No 6º dia de conflito no Oriente Médio, o chefe militar de Israel afirmou que a ofensiva contra o Irã entrou em sua próxima etapa, com operações destinadas a desmantelar ainda mais as capacidades militares da república islâmica.
Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, chegou a afirmar que “precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder supremo” do país.
A escalada das tensões e a incerteza sobre quanto a guerra ainda pode durar continuam a trazer cautela para os mercados financeiros. A principal preocupação diz respeito ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.
Com temores sobre eventuais impactos no mercado, a commodity registrava mais um dia de alta nesta quinta-feira (5). O petróleo tipo Brent, referência internacional, subia 3,39% perto das 17h, cotado a US$ 84,16. O avanço dos preços acontece mesmo depois de Trump ter afirmado que garantiria o tráfego de petroleiros pelo canal.
No noticiário local, investidores seguiram atentos aos desdobramentos da nova prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O banqueiro chegou nesta quinta-feira à Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, e deve ficar em isolamento por 10 dias.
A nova fase da Operação Compliance Zero revelou que o banqueiro comandava uma “milícia privada” chamada “A Turma”. O grupo era usado para intimidar e espionar adversários e também acessava ilegalmente sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e da Interpol. Dois servidores do Banco Central também estariam envolvidos.
Na agenda de indicadores, o destaque ficou com a taxa de desemprego do Brasil, que ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, segundo a Pnad Contínua divulgada pelo IBGE. O resultado representa uma estabilidade em comparação aos três meses anteriores.

Também no radar, a balança comercial do país registrou um superávit (quando as exportações superam as importações) de US$ 4,2 bilhões em fevereiro, puxado pelo forte crescimento das vendas de petróleo ao exterior.
Com informações do G1.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
