Dólar fechou em alta de 0,17% nesta terça (7), negociado a R$ 5,1549. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,05%, aos 188.259 pontos. A escalada das tensões no Oriente Médio segue influenciando o humor dos investidores. Na segunda-feira, Trump afirmou que a reabertura da rota é uma “prioridade muito grande”.
Anteriormente, o próprio presidente havia declarado que o tema não era central nas negociações.
Já nesta terça-feira, o republicano intensificou as ameaças ao afirmar que “toda uma civilização morrerá” se o Irã não fechar um acordo. Em resposta, o país disse que as declarações de Trump “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”.
Paralelamente, o Paquistão pediu que Trump adie em duas semanas o prazo dado a Teerã para a reabertura de Ormuz, a fim de evitar uma ofensiva norte-americana. A notícia amenizou os temores nos mercados e levou a bolsa, que caía ao longo do dia, a encerrar em leve alta.
Apesar da escalada das tensões, o preço do petróleo opera em queda nesta terça-feira. Por volta das 17h, o barril do tipo Brent recuava 2,66%, cotado a US$ 106,72 — ainda em nível elevado.
No Brasil, a alta do petróleo levou o governo a anunciar novas medidas para reduzir os efeitos do encarecimento dos combustíveis. As ações devem valer ao menos entre este mês e maio.
O plano inclui medidas para reduzir as oscilações no preço do diesel e os impactos sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, e o querosene de aviação (QAV). Também estão previstas linhas de crédito para as companhias aéreas.

As novas medidas, que se somam às já adotadas para reduzir o impacto da guerra sobre os combustíveis no Brasil, custarão R$ 30,5 bilhões aos cofres públicos. Segundo o governo, a maior parte da compensação virá de receitas atreladas ao petróleo.
Com informações do G1.
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