Flux Games revisa regulamento de jam após controvérsia com Devs

Desenvolvedores criticaram o regulamento

  • por em 11 de dezembro de 2020

Imagem: Arte divulgação com inserção de Gerd Altmann/Pixabay

O estúdio Flux Games anunciou ontem a criação de uma jam para jogos digitais em São Paulo, oferecendo prêmios em dinheiro, mentoria e a oportunidade de lançamento do projeto vencedor como um game completo no Nintendo Switch.

A proposta, em princípio oportuna e bem vinda, logo se tornou objeto da indignação de parte dos desenvolvedores nacionais. Algumas cláusulas das regras da maratona de criação de jogos apresentavam obrigações que demonstravam favorecimento ao estúdio, a exemplo da transferência da propriedade intelectual do projeto premiado para a Flux.

“O jogo vencedor do Bootcamp terá seus direitos passados para a Flux Games, que vai trabalhar com o grupo para desenvolver até o final e comercializá-lo no Switch. Os demais jogos seguem sendo de posse de seus autores, mas podem ser comprados ao final da Jam pela Flux a seu critério para futura exploração por um valor pré-estipulado de R$1000,00. Veja mais detalhes no regulamento!”

Outros pontos nas regras foram alvo de contestações de produtores nacionais de jogos nas redes sociais, que sugeriam um caráter desrespeitoso das normas estabelecidas para com os participantes. Até mesmo uma hashtag #JogoEhDeQuemFaz foi criada, acumulando inúmeras manifestações online.

Após a enxurrada de opiniões críticas à empresa e à jam, a equipe da Flux se reuniu na manhã desta quinta, dia 10 de dezembro, e reelaborou a proposta, com uma oferta mais palatável, que oferece 50% do lucro líquido à empresa vencedora do evento, que permanece como detentora dos direitos de sua criação.

“Nós escutamos vocês”, diz o comunicado de atualização da empresa, que também agradece “a todos que entraram em contato e trouxeram sugestões e críticas para melhorar a SP Pro Game Jam”, encerrando o texto do documento.

Embora as novas regras não tenham cessado integralmente a onda de críticas e descontentamentos, que seguem veiculadas nas redes com a hashtag #JogoEhDeQuemFaz, as alterações no projeto e a rapidez com que a organização se prontificou a avaliar os reclamos e adaptar de forma mais pró-ativa o escopo da jam, indicam a pertinência das observações apresentadas e a atenção da empresa aos profissionais da área.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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