Hans Zimmer quase foi o compositor da trilha sonora de Metal Gear Solid 2

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Hans Zimmer. Foto: Wikimedia Commons

Em estágios iniciais do desenvolvimento de Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty, Hideo Kojima e a produtora Rika Muranaka queriam contratar Hans Zimmer para compor a música do jogo. Acredite se quiser.

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Numa entrevista com o site Game Developer, Muranaka discutiu seu tempo trabalhando na trilha sonora e como um orçamento maior para a sequência significava que eles poderiam se esforçar ainda mais com o design de áudio do jogo. “Fomos para a Media Ventures [agora conhecida como Remote Control Productions], que é o estúdio de Hans Zimmer”, disse Muranaka. “Originalmente, queríamos ter Hans Zimmer, mas ele disse ‘não, não posso fazer isso com esse dinheiro’ – ele é tão caro, chega a ser ridículo”.

Com Zimmer não sendo mais uma opção viável, foi então que Kojima pediu a Muranaka para entrar em contato com o compositor inglês Harry Gregson-Williams, que estava trabalhando para Zimmer no estúdio naquela época. “Ele ainda era um compositor emergente”, diz Muranaka. “Mas ele tinha feito Inimigo do Estado, então muitas pessoas começaram a notá-lo”.

“Eu não tinha considerado fazer videogames”, disse Gregson-Williams. “Não acho que naquela época muitos cineastas tinham considerado, então eu realmente não tinha um precedente para isso. Eu não teria desejado isso necessariamente, se o próprio Hideo não tivesse me abordado. […] Na época, eu estava sob os cuidados de Hans Zimmer. Ele não desprezou isso – mas disse: ‘cuidado, você está aqui para tentar construir um caminho para se tornar um compositor de cinema”.

“Eu começava a semana com um e-mail dele [Kojima] dizendo, ‘você acha que poderia me enviar 30 segundos de algo ‘sorrateiro?’”, disse Gregson-Williams. “E eu mandava de volta – e isso tinha que ser feito por meio de um tradutor – ‘sorrateiro? Que tipo de sorrateiro?’.

“Ele dizia: ‘nesse caso, imagine que você está sendo vigiado, mas não sabe disso’. Então, eu dizia, ‘tão lento, tenso e sutil’ e ele dizia ‘sim’. Nós mesmos construiríamos uma imagem do que eu estava fazendo. Ele obviamente sabia como iria implantar essa música no jogo. Mas eu não sabia”, comenta Gregson-Williams.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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