Dólar disparou nesta terça (3), conforme investidores seguiam atentos à escalada da guerra no Oriente Médio. A moeda fechou com alta de 1,91% na sessão, cotada a R$ 5,2645. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,3428. As preocupações com o cenário geopolítico também se refletiam no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira.
O índice, que chegou a cair quase 5% no início da tarde, mas reduziu as perdas e fechou com queda de 3,46%, aos 182.763 pontos, acompanhando a queda generalizada dos mercados globais.
Pela manhã, Israel e Irã trocaram novos bombardeios, e explosões foram ouvidas em diversos países do Oriente Médio. O número de mortos no Irã subiu para 787. Já durante a tarde, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que “praticamente tudo” foi destruído no Irã e anunciou que uma nova onda de ataques ocorrerá “em breve”.
Além disso, na véspera, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer navio que tente atravessar a rota.
A notícia fez disparar os preços do petróleo e aumentou o receio de investidores com aplicações mais arriscadas.
Nesta terça, os preços do petróleo seguem em trajetória de alta. O barril Brent 4,71% cotado a US$ 81,40. No início de 2026, custava US$ 60.
Os investidores temem que a guerra cause prejuízos na economia e elevação dos preços da energia, causando inflação e segurando os juros mais altos ao longo do ano. O movimento adotado é de vender ações e buscar proteção em ativos mais seguros, como o dólar.
“Nesse cenário, bolsas de outros países e também a brasileira registram perdas. No Brasil, os efeitos atingem principalmente ações de bancos, e investidores estrangeiros estão retirando dinheiro do mercado”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Dólar e Trump. Foto: Reprodução/InfoMoney/Montagem Pedro Zambarda/Drops de Jogos
“O pano de fundo é um mercado que passa a se preparar para um conflito mais longo, riscos fiscais crescentes e potencial instabilidade regional mais ampla, aumentando a volatilidade e reduzindo o apetite por investimentos mais arriscados.”
Com informações do G1.
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