Ana Ribeiro, de Pixel Ripped, fala como a diversidade pode melhorar mercado de games

Para ela, estimular a diversidade criará um mercado de games mais acolhedor

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  • por em 3 de maio de 2021

Ana Ribeiro, de Pixel Ripped, fala como a diversidade pode melhorar mercado de games. Foto: Reprodução

“Meu objetivo é inspirar meninas ao redor do mundo a buscarem seus sonhos e se tornarem líderes em suas próprias atividades”. Assim classificou como uma de suas metas Ana Ribeiro, desenvolvedora brasileira de grande destaque na produção de games e, em especial, no mercado para VR, com o projeto Pixel Ripped.

A declaração foi dada ao G&M News, site dedicado a informações de negócios para o mercado de games com ênfase na América Latina. Na entrevista, a desenvolvedora da franquia destaca que sofria uma crescente frustração na infância por nunca encontrar bons jogos com boas protagonistas mulheres e que seu objetivo, hoje, é inspirar as garotas para liderarem em suas áreas de atuação.

“Pensei que, quando fosse grande, gostaria de ter mulheres mais fortes para admirar, alguém para seguir que não fosse uma figura masculina”, enfatizou. “Se continuarmos com nosso trabalho árduo, podemos provar para o mundo que as mulheres são relevantes para o setor, lançando grandes criações e fazendo história”, defende.

Por fim, Ana acredita que, ao capacitar mulheres, transexuais e gays, é possível “ajudá-los a se tornarem mais confiantes e bem-sucedidos”, inspirando outras pessoas a também se juntarem a esta indústria e ajudá-la a se transformar em um ambiente mais diversificado e acolhedor. “Toda essa variedade de visões que mulheres, transgêneros, gays e homens podem agregar só aumentará nossas chances de sucesso”.

Ana explicou que a ideia para o game surgiu a partir de um sonho no qual se via jogando um videogame com gráficos que evoluiam ao longo do tempo e comentou que a realidade virtual mostrou-se a melhor tecnologia para transportar as pessoas para esta visão do passado. Em Pixel Ripped 1989, o público imerge em uma homenagem às máquinas de 8 bits como NES e Game Boy. No projeto seguinte, Pixel Ripped 1995, euipe se inspirou na guerra entre os consoles Nintendo x SEGA da era dos 16 bits.

Pixel Ripped já figurou em uma lista entre os melhores jogos de VR de 2020 no Metacritic e também foi indicado como um dos grandes games de realidade virtual pelo site especialista em gadgets The Verge, além de receber o prêmio de Excelência em Design pelo Road To VR, uma referência na cobertura jornalística sobre a tecnologia. Em 2018, Ana Ribeiro foi eleita a Desenvolvedora do Ano pelo Drops de Jogos.

Vimos no G&M News.

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