Por Pedro Zambarda, editor-chefe.
O repórter Eduardo Moura publicou uma reportagem na Folha de S.Paulo afirmando que a “esquerda avança sobre pauta gamer e disputa espaço antes ligado à direita e Bolsonaro”. A Folha fez um comparativo sobre os planos de governo na eleição presidencial de 2026.
A conclusão é uma só:
“Flávio e Renan Santos não citam games em seus planos de governo, ao contrário de Lula”.
“Ronaldo Caiado (PSD) menciona games na seara de ‘economia do esporte, inovação e eventos’, além de dedicar um tópico para ‘política industrial para audiovisual e jogos’.
Já Augusto Cury (Avante) cita videogame como algo negativo, que distrai alunos e compromete o aprendizado.
Lula, em contrapartida, não só fala de games em seu plano de governo, mas toma para si os louros da aprovação do Marco Legal dos Games. O projeto, relatado pela senadora Leila Barros (PDT-DF), é de autoria de Kim Kataguiri”.
E a reportagem menciona o trabalho da Rede Progressista de Games, a RPG, que o Drops de Jogos faz parte, e da professora, empresária e CEO da Dyxel Gaming, Érika Caramello.
“Em 2022, o petista lançou a cartilha ‘Lula Play’, um documento de 32 páginas só com propostas para o setor. Teve até um joguinho em que Lula, transformado num Mario barbudo, coletava itens como pratos de comida, carteiras de trabalho, diplomas, e estrelas do PT.
Naquele ano, a pesquisadora Érika Caramello, cofundadora da Rede Progressista de Games, foi convidada para reunião no Instituto Lula. Chegando lá, descobriu o motivo: a campanha do petista queria entender o universo gamer. Daí nasceu a cartilha. ‘Entregamos um documento e, para nossa surpresa, não foi trocada uma vírgula e foi publicada como plano de governo’, diz a pesquisadora”.


A apuração da Folha tece críticas às posturas do presidente Lula no mandato, sem levar em consideração que ele ouviu um setor mais jovem e que é um senhor de 80 anos, que sabe que não domina o assunto – dando espaço aos especialistas do setor. Também destaca o avanço da pauta com as parlamentares Érika Hilton e Jandira Feghali, a última com o Stop Killing Games Brasil em conjunto com o candidato Márcio Filho, do PCdoB.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
