Por Pedro Zambarda, editor-chefe.
Para além de um público na média, Gamescom Latam 2026 não encheu nos primeiros dias e só teve um sábado mais cheio, a feira com marca europeia teve games indies espalhados com as menções ao prêmio BIG Festival, incluindo o incrível Clair Obscur Expedition 33. No entanto, o grande destaque para quem é independente na Gamescom foram as rodadas de negócios em parceria com a ABRAGAMES.

Com o avanço de Donald Trump nos tarifaços e na Guerra do Irã, jogando o dólar para abaixo de R$ 5, investidores pipocaram na Gamescom Latam. O que tornou o evento mais atraente do que a GDC. Para pessoas diversas, entrar nos Estados Unidos hoje é correr riscos.
Há presença de desenvolvedores indianos na Gamescom, além dos atores americanos e europeus mais tradicionais.
O que faltou mesmo foi mais palestras fora da esfera ABRAGAMES e seu programa de exportação Brazil Games. As palestras em pé para criadores de conteúdo também mostrou que o evento teve menos palcos. A disposição dos estandes na diagonal ficou estilosa, mais confortável para andar, mas pode melhorar muito.
A presença do HUB da Quebrada com a Salve Games e a SPCine promete levar aulas para jovens periféricos nos CEUs de São Paulo, uma criação de Marta Suplicy. E uma boa aplicação do dinheiro público.
JOGAMOS: Adventure of Samsara, que está fluído após atualização da Ilex Games e da Atari – um jogo brasileiro que foi lançado no mesmo dia de Silksong. E Artius, um Sonic com Salvador Dalí brasileiro maravilhoso.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
