Por Pedro Zambarda, editor-chefe. O jornalista viajou a convite da Game Jam Plus para cobrir a GJ+ e o Innova Summit.
O comentário que ouvi assim que pisei em Brasília foi: “o aeroporto está um caos com pessoas falando idiomas diferentes”. Ouvi isso de dois motoristas e de uma guia que me recepcionou. O espaço de eventos Ulysses Guimarães recebeu devs da Filipinas (vencedores do evento), da China e a jovem indígena Marina Gatto, com seu bebê de colo, representando enfim os povos originários se inserindo na cena brasileira de jogos indie.
Entre games disponíveis para testes, reuniões de negócios, pitchs e palestras, o que se viu em Brasília nesta semana foi o fortalecimento das associações regionais de desenvolvedores, a melhor inserção da ABRAGAMES e a disseminação de jams e instituições que saem do eixo dos eventos Gamescom Latam e BGS.
Os indies BR estão cada vez mais nos eventos mainstream, mas também fazem eventos menores e mais focados em busca de financiamento internacional, eleições de melhores títulos e discussões sobre as dificuldades em um país que só aprovou seu Marco Legal dos Games em 2024.
Na semana em que o Congresso é tomado por deputados fisiológicos que querem tirar impostos dos mais ricos contra os pobres, é desafiante trazer boas notícias.
Entre uma cerveja e um karaokê, fico com uma frase de uma propaganda do governo que vi do carro indo aos eventos.
“Leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo: Nunca se investiu tanto em Cultura no Brasil”.
Tem que investir mais em cultura. Em tecnologia. Em videogame. Os governos e as empresas. Para criar e fortalecer um ecossistema interno.
Desenvolvedores que ainda não se inscreveram para a principal competição de jogos independentes do Hemisfério…
Boa cabeça