Opinião: Eu queria mapear a cena brasileira de jogos e Pedro Zambon realizará meu sonho

Eu, Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos, entrei para o mercado de games brasileiro como jornalista em 2008, fazendo assessoria de imprensa para startups do setor. Fiz um TCC na Faculdade Cásper Líbero sobre o tema, um livro de história dos jogos chamado Geração Gamer que abordou os fatos da cena do mercado global ao brasileiro. Este trabalho virou minha coluna semanal sobre games nacionais no site TechTudo, da Globo.com, por mais de um ano.

Foto: Arquivo Pessoal/Ana Heloiza Pessotto

Geração Gamer virou site independente e deu a semente para a criação do Drops de Jogos, que fez e faz parcerias com grandes portais de notícias, além de projetos de tecnologia. Ao longo de cerca de três anos, criamos uma wiki dos desenvolvedores de videogames no Brasil, organizamos uma gamejam e realizamos pelo menos 56 análises e pesquisas do setor.

A amostragem abordada nos levantamentos oscilou entre dezenas de pessoas até milhares, de dentro e de fora do mercado.

Nada disso pode ser comparado ao novo trabalho de Pedro Santoro Zambon, o projeto Games Br. Financiado pelo Ministério da Cultura e com apoios da Secretaria do Audiovisual e do governo federal, o professor e pesquisador da Unesp de Bauru vai realizar um sonho que eu não fiz com meus projetos jornalísticos em 10 anos.

Preso ao jornalismo, meus projetos estão restritos à verdade factual e ao formato da notícia. Zambon fará um trabalho focado na criação do banco de dados definitivo sobre cerca de 300 desenvolvedoras de jogos brasileiras.

São empresas com trajetórias virtuosas, outras com dívidas e muitas que fecham por problemas estruturais do nosso país.

São empresas que fazem trabalhos com outras grandes empresas e algumas que têm a coragem de criar negócios conectados com o consumidor final.

É um terreno virgem para conhecer melhor o nosso cenário e tirar novas conclusões, para o bem ou para o mal. E nada melhor do que um acadêmico como Pedro Santoro Zambon para fazer o trabalho científico para produzir novos documentos.

O jornalismo brasileiro não é capaz deste feito. Pesquisas internacionais como a Newzoo não chegam perto de detalhes. Somente uma pesquisa de campo – e virtual – tem a capacidade de informar melhor todo o cenário.

Queria estar na pele de Pedro Zambon.

Há muito trabalho a se fazer pela cena brasileira de games.    

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Indie