Opinião: Thommaz Kauffmann é o nosso Músico de Games Brasileiros de 2018

Thommaz Kauffmann participou de Oniken (JoyMasher) e de duas iniciativas mineiras: Möira (Onagro Studios) e Dandara (Long Hat Studios), seu maior projeto.

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal/Facebook

Thommaz começou Dandara no Natal de 2015, segundo o que ele mesmo disse ao podcast Overloadr. Foi um projeto de três anos e o maior da sua vida. Estudou tecnologia, pesquisou em fóruns sobre efeitos sonoros e ganhou um piano de sua avó. Hoje ele estuda na UNESP.

O traço de Thommaz em Möira e Dandara, games brasileiros que exibiram melhor seus dons musicais, é misturar efeitos sonoros, loops e sons retrôs. Dandara expõe a brasilidade com esses efeitos e ritmo.

E há uma melancolia em determinadas nuances musicais do jogo. Quando o piano entra em ação, ele dá uma dramaticidade que se reflete na representação militar e na luta por criatividade da heroína negra inspirada em Dandara dos Palmares, uma figura nacional pouco conhecida no Brasil.

Sem ter medo de soar épico, Thommaz é a trilha do game nacional que realmente representa 2018 e o que torna games brasileiros distintos de outros feitos fora do nosso país.

E isso foi construído de maneira orgânica pelo time da Long Hat House em conjunto com este compositor de 25 anos.

Thommaz Kauffmann é o nosso Músico de Games Brasileiros de 2018 por todos esses motivos elencados.

Confira abaixo vídeo de uma entrevista dele ao Drops de Jogos em 2016 e outro de sua música.


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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Indie