Por Pedro Zambarda, editor-chefe.
O governo Lula anunciou em 30 de maio de 2026 o streaming gratuito chamado Tela Brasil. O sistema foi anunciado no evento Rio2C com a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Você pode acessar a plataforma neste link. Para utilizar, basta colocar as informações da sua conta Gov.br, atrelada ao seu CPF.
O catálogo de estreia reúne mais de 560 obras, entre curtas, médias e longas-metragens, séries e documentários. A seleção inclui clássicos do cinema brasileiro, filmes indicados ao Oscar e produções contemporâneas, contemplando diferentes regiões, períodos e estilos da cinematografia nacional.
A iniciativa é gratuita e foi desenvolvida pelo Ministério da Cultura (Minc) em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
A plataforma também incorpora recursos de acessibilidade, como audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras.
Tela Brasil tem a programação da TV Brasil também, numa parceria com a Empresa Brasil de Comunicação, a EBC. Será que o sistema de streaming não seria um ótimo espaço para jogos indie brasileiros? Descritos na nossa editoria sobre a cena brasileira de jogos?
O bom exemplo da Netflix com games
No final de 2025, a Netflix levou uma oferta de videogames para a televisão, da sua divisão Netflix Games. Num primeiro momento, a plataforma ofereceu os chamados “party games”, ou seja, aqueles que podem ser jogados em grupos, como Lego Party, Pictionary: Game Night, Boggle Party, Tetris Time Warp e Party Crashers: Fool Your Friends.
Para jogar, basta acessar a aba “jogos” na Netflix na smart TV ou num dispositivo de streaming que transforme a TV em smart TV, escolher um jogo e começar. Para transformar o smartphone em controle, é preciso escanear um QR Code.
A empresa americana de streaming investiu em formatos de games com franquias consolidadas, como Stranger Things e Black Mirror – com a excelente experiência Bandersnatch.
Por que o governo federal não entra em contato com estúdios brasileiros, sobretudo os médios e pequenos, para incluir jogos indie financiados por editais públicos para inseri-los no Tela Brasil?

E criar um ponto de grande acesso dentro do ecossistema nacional? É uma boa provocação.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
