Por Julyana Barradas, colaboradora do Drops de Jogos.
O ano de 2026 é especial para muitas franquias de games que fazem aniversários importantes, uma que está “trintando” esse ano é um dos títulos mais icônicos do survival horror: Resident Evil.
Desde que as portas da Mansão Spencer se abriram pela primeira vez lá em 1996, a franquia da Capcom não só definiu o gênero survival horror, mas se tornou um fenômeno cultural que sobreviveu a mutações, mudanças de perspectiva e gerações de consoles.
Agora, para “trintar” com estilo, a espera finalmente está próxima de acabar: Resident Evil Requiem chega no final desse mês (dia 27 de fevereiro) prometendo ser uma celebração definitiva da saga, abraçando todas as suas evoluções na jogabilidade ao decorrer dos anos.
Poucas franquias conseguiram se reinventar com tanto sucesso quanto Resident Evil, tanto em termos de jogabilidade quanto de imersão. Os três primeiros títulos da franquia – onde conhecemos figuras importantes como Jill Valentine e os irmãos Chris e Claire Redfield, contam com câmeras fixas, cenários pré renderizados e um gerenciamento tenso de recursos.
No quarto título, lançado em 2004 e estrelando como protagonista solo Leon S. Kennedy, veio o ponto de virada: o jogo se concentra mais na ação com o uso da câmera sobre o ombro, uma linguagem que veio ser bastante influente em títulos de tiro em terceira pessoa que vieram depois.
Nos anos 2010 e já com a existência da RE Engine, a franquia abraçou a primeira pessoa em Resident Evil 7 e Village, resgatando o medo visceral e o fotorrealismo.
O novo título, cercado de mistérios e teorias, chega com a responsabilidade de unir o passado e o futuro: a jogabilidade em primeira pessoa e mais voltada para o survival horror com Grace Ashcroft (a nova protagonista), e uma jogabilidade mais voltada para a ação com Leon S. Kennedy, o que foi responsável pela sua popularidade em Resident Evil 4. Segundo os vazamentos e trailers oficiais, Requiem deve atuar como um ponto de convergência para a narrativa.

Chegar aos 30 anos com o fôlego que Resident Evil demonstra é raro. A franquia provou que o medo é uma linguagem universal. Seja enfrentando zumbis lentos em Raccoon City ou fugindo de horrores folclóricos em vilarejos europeus, a Capcom manteve a essência: a luta desesperada pela sobrevivência contra o impossível. Resident Evil Requiem não será apenas mais um jogo, será o fechamento de um ciclo e o início de uma nova era para o horror biológico. Prepare suas ervas verdes e economize munição, porque o pesadelo está longe de
acabar.

Julyana Barradas é entusiasta dos jogos de tabuleiro e RPGs, tem vivência como Monitora de Jogos independente e produz conteúdo digital sobre o tema na página The Board is on the Table, também como colaboradora do Drops de Jogos.
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
