Abragames apresenta manifesto contra a decisão da Anatel sobre limite para tráfego de dados na rede

"Não é o papel da Anatel julgar quem faz o quê com sua banda contratada", afirma a nota.

  • por em 20 de abril de 2016

A Abragames, Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos, apresentou hoje sua manifestação pública contra a resolução da Anatel em relação a dados de banda larga. No documento, a associação se diz contrária ao posicionamento da Anatel em permitir que operadoras limitem e cortem o uso de dados em conexões de banda larga no Brasil. "Mais ainda, vem tornar público sua condenação às declarações do Presidente da Anatel, Sr. João Rezende, de culpar os games e seus jogadores pela medida", afirma o texto online.

A entidade alega que a limitação e corte prejudicarão diretamente todos os pequenos estúdios de desenvolvimento de games, grande maioria de seus associados, que utilizam o meio digital como parte corriqueira do trabalho com desenvolvimento de jogos. "Limitar isso trará, na melhor das hipóteses, aumento nos custos fixos diretos das desenvolvedoras. E no pior dos casos, impossibilidade de desenvolver seus projetos com a infra-estrutura adequada – especialmente para competir no mercado global", enfatiza a nota.

A associação atesta não ser da alçada da agência "julgar quem faz o quê com sua banda contratada". "Fica claro que o posicionamento com relação a jogar é inadequado e fora da alçada da Agência reguladora", afirma a diretoria da entidade, que assina o documento, condenando o que denomina uma "Segregação absurda e sem sentido entre 'jogadores' e 'não-jogadores'. A Abragames ressalta que jogar online "usa menos banda do que assistir ao Youtube, ao Netflix, Apple TV ou qualquer outro serviço de streaming de vídeos durante o mesmo período de tempo". 

Por fim, a associação informa que "reforça seu posicionamento favorável a uma internet livre e neutra, que permita não só jogar, mas também se comunicar, informar-se, produzir e consumir conteúdos de todas as mídias".

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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