Análise: BGS 2018 é uma festa para fãs de jogos digitais

Evento anual capricha nos convidados e apresenta inúmeros estandes de games.

  • por em 11 de outubro de 2018
Imagem: reprodução com fotomontagem

A Brasil Game Show, uma das maiores feiras de games da América Latina, abriu suas portas para jornalistas e para o público Vip no dia 10 de outubro. O evento, que se extende até o domingo, dia 14, apresenta meritos em relação às edições mais recentes e deve encher os ohos dos fãs de jogos digitais.

O Drops de Jogos esteve presente à abertura oficial e conferiu as novidades desse ano. Além dos estandes das duas rivais fabricantes dos consoles Xbox One e PS4, muitas outras empresas exibem seus lançamentos em jogos e tecnologia. 

É o caso da Cube TV, comunidade global de transmissões de games ao vivo, focada nos eSports, Activision, WB Games, Samsung e Nvidia, entre outros. Para os geeks, espaços como Nerd ao Cubo, TNT, Piticas e Razer, bem como outras marcas de varejo e eletrônicos, prometem grande variedade de produtos. A Nintendo participa com um palco para cosplayers. E só.

Mais de 30 games produzidos por grandes estúdios internacionais estão entre os lançamentos realizados na feira, com destaque para Sekiro: Shadows Die Twice, Resident Evil 2, Megaman 11 e Magic: The Gathering – Arena. A diversão para os gamers, no entanto, continua com diversões adicionais, como a Arena Arcade, do Ponto Frio, e a exposição Evolução do Videogame, da coleção particular do idealizador da BGS, Marcelo Tavares.

A organização também caprichou nos convidados especiais, trazendo profissionais de grande renome no mercado internacional, como Fumito Ueda, Cory Barlog e Howard Scott Warshaw, respectivamente criadores de Shadow of the Colossus, God of War e ET: The Extra Terrestrial. Figuras já carimbadas na BGS, como Nolan Bushnell e Yoshinori Ono, o criador da Atari e o produtor de Steet Fighter, também voltam a circular pelo evento.

Uma curiosidade é a área reservada este ano para os desenvolvedores brasileiros: a produção do evento transformou os estandes em um grande boulevard, apelidado de Avenida Indie. Se, por um lado, a iniciativa concentra as criações nacionais em um setor facilmente localizável, o espaço para os visitantes entre os estandes compromete imensamente a desenvoltura do passeio e até mesmo o desfrute dos games em estandes que apresentam maior concentração de público. Em alguns casos, os jornalistas tinham dificuldades até mesmo para fotografar um estande, sendo necesário invadir o quiosque vizinho.

Longe de ser um problema crítico, a questão evidencia que, ainda hoje, os desenvolvedores brasileiros têm dificuldade nas tratativas com a organização, que poderia ter oferecido mais conforto para os visitantes desse segmento da feira.

O evento apresenta razoável quantia de quiosques de alimentação e banheiros limpos. No entanto, um contingente expressivo de público, como costuma ocorrer no final de semana, deverá atrapalhar a diversão, com grandes filas e longas esperas.

O sistema de condicionamento de ar esteve ligado durante todo o primeiro dia. Embora pessoas mais sensíveis ao frio possam ter se sentido desconfortáveis, o recurso apresenta um ganho significativo, capaz de dar conta do imenso fluxo de público para os proximos dias, quando as portas se abrem para todos.

No geral, tem-se uma feira bonita e cheia de diversões e novidades, que deve agradar aos mais jovens e extenuar pais e responsáveis, como muitas horas de atrações pelo enorme galpão da Expo Center Norte.

Informações adicionais sobre o evento e sua programação podem ser conferidas diretamente no site oficial.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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