Análise: Death Stranding chega em novembro, parece Metal Gear e brinca com a morte

Depois de anos de desenvolvimento, muitos trailers lacônicos e declarações vagas pra imprensa, Hideo Kojima e a Kojima Productions deram uma data de lançamento para o game Death Stranding. 8 de novembro de 2019 é a data.

Foto: Reprodução/Instagram

Esta é a informação objetiva do trailer lançado nesta quarta (29). O jogo roda na engine DECIMA e é exclusivo, até o momento, no PS4.

Como estão especulando que o PlayStation 5 terá retrocompatibilidade, provavelmente o game deve funcionar bem no futuro console. Fruto de uma parceria muito próxima de Kojima e a Sony. Na E3 2018 ele estava rodando os corredores do evento e vendendo o peixe da sua nova propriedade intelectual.

Mas é necessário analisar mais subjetivamente o trailer em cima das imagens que ele mostra. E há, nesta nova divulgação, uma visível mudança de tom.

Se havia poucos detalhes de Stranding nas outras demonstrações, Hideo Kojima tira o mistério por traz de sua nova criação. Dá nome aos personagens e os situa num novo universo e numa nova história. A linguagem cinematográfica adotada em muitos dos Metal Gear Solid voltou com tudo, mas o game parece querer inovar também no gameplay, embora ele soe estranhamente familiar.

"Tomorrow is in your hands" é o mote do game.

Norman Reedus é Sam Porter Bridges. Mads Mikkelsen parece que é um antagonista e seu nome é Cliff. Léa Seydoux é Fragile. Margaret Qualley é Mama. Guillermo Del Toro é Deadman. Nicolas Winding Refn é Heartman. Tommie Earl Jenkins é Die-Hardman. Troy Baker (que interpretou Revolver Ocelot) é Higgs. Lindsay Wagner é Amelie. Todos os conceitos de personagens foram concebidos por Yoji Shunkawa, estudante de arte em Tóquio que fez carreira com Hideo Kojima com Metal Gear Solid. Alguns personagens vão fazer participações especiais. Outros são fixos.

A gameplay com o novo motor gráfico lembra, sim, Metal Gear. O personagem pode se esconder, atirar, nocautear e golpear adversários. O que muda tudo é o universo onde isso se situa.

Pelo que o trailer consegue explicar, o mundo foi afetado por bombas nucleares ou algum tipo de desastre natural que está matando as pessoas. A tarefa de Sam, que ele reluta em fazer, seria "reestabelecer as pontes". Mas há personagens, como Cliff, que estão mais conectados com a morte (ou com conexões mortas). E é aí o pulo do gato de Death Stranding: O trailer todo dá a entender que o game não acaba quando seu personagem morre.

Ele próprio carrega, além de escadas e materiais de construção, um bebê num recipiente de seu traje. A impressão que dá é que o personagem pode reencarnar ou continuar no além-vida do game.

Do início ao fim da animação, Death Stranding traça uma equivalência entre o nascer e o morrer, provavelmente lidando muito mais com a responsabilidade do jogador do que meramente com perder vidas. Uma linha de raciocínio que cada vez mais está ganhando os jogos. Bastta ver o que a CD Project Red está planejando com Cyberpunk 2077.

Apesar de sair neste ano, ainda é muito cedo para traçar todas as certezas por trás deste novo projeto de Kojima. No entanto, a divulgação dá uma dica. É um game sobre conexões num mundo altamente conectado. E, assim como Hideo Kojima criticou armas nucleares e a violência em Metal Gear e Metal Gear Solid, Death Stranding pode ser uma nova crítica sobre mídia e comunicação.

A saber.

Veja o trailer, ao som de Path, da banda Apocalyptica, e tire suas conclusões.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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