As demissões no setor de videogames são piores do que é noticiado, diz sindicato e site Kotaku - Drops de Jogos

As demissões no setor de videogames são piores do que é noticiado, diz sindicato e site Kotaku

Não há mudança no horizonte

Da repórter sênior do Kotaku, : Se você me perguntasse em 2022 se eu ainda estaria escrevendo sobre a onda aparentemente interminável de demissões em massa na indústria de jogos em 2026, eu diria com confiança que você está viajando na maionese.

No entanto, aqui estamos, quatro anos depois que histórias como essa começaram a surgir, e não há fim à vista. Temos números aproximados que dão o desenho da devastação: cerca de 8.500 postos cortados em 2022, mais de 10.000 em 2023, mais de 14.000 em 2024, um número otimista de 5.300 em 2025, mas já chegamos a 4.600 em 2026.

São os números que nos foram divulgados. Sem falar nos muitos, muitos outros indivíduos que ficaram de fora dessas contagens em demissões mais discretas, ou naquelas em que grandes empresas conseguiram evitar divulgar os números reais.

Mas isso não se aplica a todos. Há outro grupo de pessoas cujos empregos estão sendo devastados pela repentina corrida aos cortes orçamentários: os terceirizados. O trabalho terceirizado é um pilar da indústria de videogames, com a maioria dos grandes estúdios de jogos utilizando mão de obra terceirizada para complementar as equipes internas existentes ou até mesmo como base para departamentos inteiros, como o de controle de qualidade.

Empresas de jogos AAA frequentemente empregam centenas, às vezes até milhares de terceirizados, que muitas vezes trabalham com contratos por tempo determinado, renovados assim que o contrato termina — ou alguns meses depois, dependendo das leis trabalhistas que a empresa está tentando burlar naquele momento. Alguns terceirizados são contratados por meio de grandes empresas de terceirização e recebem alguns benefícios, enquanto outros são totalmente independentes e não recebem nada além de um salário instável.

Neste momento, todos esses empregos estão ainda mais ameaçados do que o normal, e já estão assim há vários anos. A medida que as empresas buscam maneiras de reforçar seus orçamentos para os investidores, reduzir os gastos com mão de obra terceirizada é uma solução fácil , assim como reduzir o número de funcionários em tempo integral.

E com a demissão de ambos os tipos de funcionários, o mercado de trabalho fica ainda mais cheio de desempregados disputando um número cada vez menor de vagas.

Para esta matéria, conversei com diversos contratados que trabalharam recentemente com empresas como Activision, Epic Games, Bungie e Microsoft, e cujos contratos tiveram data de expiração definida ou foram totalmente cancelados.

(…)

A United Videogame Workers, sindicato afiliado ao CWA, comentou a apuração de Rebekah no BlueSky.

Você sabia que, nos números oficiais, os contratados terceirizados não são contabilizados como funcionários demitidos? Portanto, a demissão em massa na indústria de jogos é ainda pior do que o noticiado. Parabéns à Rebekah por abordar o que muitos trabalhadores da indústria de jogos já sabem: já passou da hora de lutarmos pela nossa dignidade.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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