Assisti ao Roda Viva com Felca sobre a Lei Felca. Por Pedro Zambarda - Drops de Jogos

Assisti ao Roda Viva com Felca sobre a Lei Felca. Por Pedro Zambarda

O que ele falou sobre o ECA Digital e outros assuntos

Por Pedro Zambarda, editor-chefe.

Assisti a uma hora e 24 minutos de Felca no Roda Viva da TV Cultura. Além do âncora Ernesto Paglia, o YouTuber foi entrevistado por Bruno Lucca (repórter de Cotidiano da Folha de S.Paulo), Daniel Becker (pediatra e colunista do jornal O Globo), Fernanda Campagnucci (diretora-executiva do Internet Lab), Iberê Dias (juiz da Coordenadoria da Infância e Juventude do TJSP), Maria Mello (gerente do Eixo Digital do Instituto Alana) e Renata Cafardo (repórter especial e colunista do Estado de S.Paulo).

A conversa teve muito pouco sobre a Lei 15.211/2025 e muito mais sobre o vídeo sobre Adultização de Felca. As perguntas sobre a Lei Felca ficaram mais concentrados no juiz Iberê Dias, que enxerga a legislação como profundamente positiva. Mas o YouTuber não se inibiu para dizer o que realmente pensa.

Ataque fontal ao deputado Kim Kataguiri

Ernesto Paglia perguntou diretamente a Felca sobre o vídeo do deputado do MBL, Kim Kataguiri, atacando diretamente a lei. Sem citar o nome do parlamentar, Felca explicou que a definição de lootbox dada por ele é uma mentira explícita – emendando com a definição do mecanismo desse recurso como um cassino.

O YouTuber foi sutil no posicionamento, mas explicou que a lei acabou de ser promulgada, que é cedo para analisar seus efeitos reais e que isso não significa, automaticamente, que ele acredita nos políticos diretamente envolvidos.

Explicação sobre o vídeo Adultização

Faltou o Roda Viva selecionar jornalistas de tecnologia ou quem cobre influenciadores para abordar Felca. O programa da TV Cultura acertou na abordagem jurídica e do ponto de vista da Educação com o YouTuber. Por isso, ele ficou uma boa parte do diálogo explicando seu próprio trabalho.

O YouTuber Felca afirmou que o vídeo Adultização não foi monetizado. E que, assim, ele acredita que o YouTube não impulsionou seu material. Ele diz que fez o mini documentário interessado em disseminar as informações sobre riscos de assédio infantil nas redes das big techs para educar pais, professores e responsáveis.

O vídeo tem 52 milhões de visualizações no dia de hoje. Felca acredita que o interesse público foi o que fez o material proliferar.

Opinião ideológica

Foi perguntado a Felca se ele é de esquerda ou de direita. Se é conservador ou de outra tendência política. Ele preferiu não abrir essa opinião. “Se eu disser, perco boa parte do público que está me assistindo, atento ao que eu tenho a dizer”.

Talvez por isso ele tenha optado por se tornar apresentador no Fantástico da TV Globo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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