CEO da Nvidia: China 'vai ganhar a corrida da IA' - Drops de Jogos

CEO da Nvidia: China ‘vai ganhar a corrida da IA’

Executivo falou ao Financial Times

  • por em 2 de dezembro de 2025

Da AFP. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, alertou que a China vai ganhar “a corrida” para desenvolver uma inteligência artificial (IA) de próxima geração e pediu ao governo dos Estados Unidos que acelere seus esforços. O executivo da gigante americana de semicondutores falou ao jornal Financial Times.

E declarou que os subsídios energéticos concedidos por Pequim estão impulsionando as capacidades chinesas no setor de chips avançados utilizados para alimentar a IA.

“A China vai ganhar a corrida da IA”, afirmou o empresário na quarta-feira em um evento em Londres, segundo o jornal britânico.

“Como venho dizendo há muito tempo, a China está nanossegundos atrás dos Estados Unidos em IA”, acrescentou em um comunicado publicado pela Nvidia na rede social X. “É vital que os Estados Unidos vençam, assumindo a liderança e atraindo desenvolvedores do mundo todo”.

A empresa com sede na Califórnia se tornou na semana passada a primeira do mundo avaliada em US$ 5 trilhões. Contudo, desde então, sua avaliação na Bolsa recuou para cerca de US$ 4,7 trilhões.

Os chips de alta gama da Nvidia, utilizados para treinar e alimentar sistemas de IA generativa, não são vendidos atualmente na China devido às preocupações de segurança nacional dos Estados Unidos e às proibições impostas por Pequim.

No início da semana, a Casa Branca afirmou que prossegue sem interesse em permitir que a empresa venda seu modelo avançado de chip Blackwell na China.

O governo dos Estados Unidos alega o risco de dar à China uma vantagem militar como motivo para o bloqueio.

Huang solicitou repetidamente a Washington que flexibilizasse as restrições às exportações de chips da Nvidia, alegando que a política apenas ajudará Pequim a avançar em sua própria tecnologia.

O empresário também criticou na quarta-feira as novas normas sobre IA introduzidas por vários estados americanos, comparando-as com a China, onde o Estado subsidia a energia elétrica para alimentar esta tecnologia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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