Death Stranding 2: On The Beach não levou prêmio nenhum e isso é estranho pra chuchu. Por Pedro Zambarda - Drops de Jogos

Death Stranding 2: On The Beach não levou prêmio nenhum e isso é estranho pra chuchu. Por Pedro Zambarda

Levou nada no The Game Awards 2025

Por Pedro Zambarda, editor-chefe.

Hideo Kojima viajou ao Brasil, na BGS 2025, e postou 73 vezes sobre nosso país. O criador de Death Stranding está em turnê mundial para promover Death Stranding 2 On The Beach e não levou nenhum prêmio no The Game Awards 2025, o Oscar dos Games.

Kojima foi para o Oriente Médio, foi para Londres, foi para os Estados Unidos, foi para Paris, investiu pesado em uma turnê de rockstar. É amigo de Geoff Keighley, jornalista canadense e apresentador da Gamescom e do próprio TGA. Mesmo com tantos contatos, investimento da Sony e da Microsoft, esse não foi o ano de Kojima no Oscar dos Games.

Não levou nada.

E DS2 é um baita jogo.

Ele trai os princípios do primeiro Death Stranding de 2019. O primeiro game era um anti-Metal Gear, era um walking simulator, era um jogo sobre vazios e sobre fim do mundo. Death Stranding 2 assume sua narrativa de um protagonista como pai de uma criança em um mundo decadente e em expansão.

Tem combates que abraçam o passado divorciado de Kojima com Metal Gear. E não só. Com tons de Mad Max, Death Stranding 2 tem personagens femininas mais marcantes, como Tomorrow e Fragile.

Tem as pirações com Dollman.

Abraça a pauta ambiental e critica a inteligência artificial. E nada disso barrou os oito prêmios de Clair Obscur.

DS2 tinha tudo para brilhar em 25, com investimento pesado do seu criador nos 10 anos da Kojima Productions. No entanto, a indústria está buscando arte e indie onde não tem indie, como Clair Obscur Expedition 33. É um jogo que parece indie e não é, mas que tem um bocado de arte.

Na briga por arte, por autoria, Kojima não ser reconhecido por nada é estranho pra chuchu.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Mrs. M

O jogo é ruim, seu predecessor era monótono, sem vida e, como foi escrito na reportagem, um simulador de andar. O dois é um bando de mecânicas reaproveitadas de outros jogos, com uma narrativa tão entediante quanto a ideia de colocar escadas em um mapa para andar! Ser Kojima não o torna um deus, criador de jogos perfeitos; ele é apenas mais um desenvolvedor, com boas ideias e ideias nem tão boas assim. Não ter ganhado prêmio nenhum pode refletir duas coisas: que os eleitores não se impressionaram com o jogo ou que existe um complô para sabotar “o grande diretor”, o que é meio ridículo de se pensar. No final das contas, nome não é tudo para tornar um jogo bom.

Alexandre

Sabe o que e mais engraçado, é ver que RPG de turno nunca foi popular no mundo até porque a mecânica e dinâmica em si não e pra qualquer um.ate porque até mesmo final fantasy que um franquia aclamada pro este estilo.o abandonou por não ter está aceitação,agora vc vem me falar que este jogo (expedição) e tão inovador assim para ganha todos este prêmio como o melhor jogo já feito.ppr favor né.o não passa de um filminho aonde na hora do combate vc fica escolhendo contesto da batalha que é apanhar ou ser surrado kkkkkk e só assisti,ao invés de só apertar um botão ou vários e saber que vc está no controle a cada movimento. Mais tudo bem isto e só mais um prego no Caixa dos vídeos jogos .

Deivid

Calma, meu jovem. Pode jogar seu “indie” de 10 milhões de dólares de orçamento. Não precisa ficar incomodado com uma coluna que elogia outro grande jogo de 2025 que não seja Expedition 33.

Deivid

A premiação do TGA sempre fou controversa pela sua falta de critério (é só ver o ganhador do GOTY de 2024). Mas a questão levantada não é que o Kojima seja um deus, cujas produções devam ser acatadas acriticamente. O TGA desse ano passou a impressão de que o E33 foi drasticamente acima dos demais jogos para receber todos os prêmios. O que não foi. É um grande jogo que mereceu sim o GOTY, mas não mereceu melhor RPG (Kingdom Come Deliverance 2 foi o RPG do ano), não mereceu melhor direção (você pode pensar o que quiser de DS2, mas o jogo tem o “dedo” do Kojima em absolutamente tudo). Tem a questão da narrativa que é questionável para todos os lados. É subjetivo dizer que a narrativa de DS2 é cansativa porque a proposta sempre foi uma contar a história de um jeito diferente (desde o primeiro jogo é assim, você tem que juntar os quebra-cabeças para entender a história, é bem desafiador). A performance também é contestável, já que ambos apresentam atrizes e atores excelentes. O Troy Baker como Higgs, a Ellie Fanning como Tomorrow e a Seadoux como Fragile, além do proprio ator do Neil foram sacanagem. Mas não adianta desprezar Death Stranding porque ele não se encaixa com a forma tradicional de produzir jogos. O jogo é um marco independente da frustração de muitas pessoas (que desde o início esperaram um novo Metal Gear). Prova disso é que muita coisa do primeiro jogo refletiu pouco tempo depois na vida real. Chega até a assustar as coincidências temáticas de DS1 com o que vimos na pandemia. Não gostar é legítimo, mas desprezar é ignorância quanto ao impacto e genialidade do Kojima. Como falei, ele chamou antes nossa atenção para assuntos que só foram tratados com a pandemia. Resta saber se daqui há 5 a 10 anos, quais jogos repercutiram mais. Falo isso porque Red Dead Redemption 2 foi alvo dessas mesmas críticas (monótono, reutilização de mecânicas e narrativa cansativa), sendo que hoje o tempo tem feito jus ao que ele realmente foi e é.

Volber

Libera para PC que ele pode até ganhar alguma coisa, mas tem que ser agora, senão a galera do PC perde o interesse também.